P r a t i c a n d o    a    s u s t e n t a b i l i d a d e


Futuro/Missão
O  nosso desejo é elaborar e testar no semi árido nordestino técnicas adaptadas bem como divulgar a Agricultura e Pecuária Orgânica, mostrando um outro caminho para atingir a sustentabilidade desta região sofrida.
Técnicas locais são resgatadas e aproveitadas e aproveitadas como as cultura de vazante.Devagar, a Fazenda Tamanduá esta se tornando um polo de referência técnica, com convênios firmados com o SEBRAE e o INCRA, recebendo estagiários do sul, organizando dias de campo.  

Dia de campo 
na Fazenda Tamanduá

Graças ao Projeto BioFach Brasil, incluímos o Nordeste na lista de seminários que pretende abrir um mercado nacional para os produtos orgânicos.  

O nosso sistema de produção de mangas orgânica é uma realidade economicamente viável que já esta sendo seguido por pequenos e médios produtores, podendo fazer da região de Patos um centro de fruticultura orgânica certificada.

O melão é mais uma opção que vamos trabalhar dependendo da quantidade de água disponível.  

Já detentores de uma certificação orgânica, a Mocó Agropecuária Ltda. resolveu conduzir a fazenda no caminho da agricultura biodinâmica, seguindo os princípios filosóficos do humanista cientifico Rudolf Steiner e projetando-a no conceito de “organismo agrícola”.

Seminário BioFach na Fazenda Tamanduá

Estamos desde já produzindo e usando os preparados biodinamizados, tipo de homeopatia agrícola elaborada a partir de cristais e plantas medicinais, constituindo uma fitoterapia para que as plantas cumpram melhor as suas funções.

Assim, a Fazenda Tamanduá, com a sua diversidade de flora e fauna, suas paisagens lindas, integrando perfeitamente a pecuária, a agricultura e a fruticultura poderá obter a certificação Demeter, apogeu do processo que iniciamos.

O COMPOSTO: um exemplo de integração de todas 
as atividades, agrícolas e pastoris.

O composto é a alma da adubação praticada na Fazenda Tamanduá. Um dos problemas (mais um !) encontrados no semi árido, é a falta de fontes de carbono para servir de base a este composto : nada de restos de cultura, principalmente de palha, já que o gado come tudo...
Como muitas árvores frutíferas, a mangueira é objeto de podas de condução tanto para levantar saia, facilitando o acesso, abrir a copa para deixar entrar a luz nela e ter uma boa insolação dos frutos, ou para diminuir a sua altura visando facilitar
a colheita.

Resolvemos então triturar os galhos resultantes destas podas, afim de obter um produto adequado como base do composto, que revelou-se de ótima qualidade para este fim. 
Com o objetivo de completar os volumes necessários, partimos também para o processamento da jurema-preta, (Mimosa hostilis Benth), leguminosa arbustiva endêmica (uma das cinco espécies mais representada na fazenda seguindo o levantamento efetuado) xerófila e de rápido crescimento, espinhosa e invasora, cortada de modo sustentável em áreas especificas ou na hora da “limpa” das pastagens. 

Jurema processada

As abelhas 
polinizam tanto 
as flores 
das mangueiras 
como da jurema
e produzem
um mel 
delicioso
.  

Regando soro na pilha já coberta de MB4
e fosfato.

Começa então o processo: efetua-se manualmente em pequenas pilhas uma mistura de esterco, retirado dos estábulos do gado leiteiro orgânico, com esta fonte de carbono, a qual se adiciona os restos de cocheiras na proporção de 1/3 de esterco para 2/3 de carbono. Adiciona-se 1% de MB4, pó de rocha moída, 1,5% fosfato da Bahia, 0,5% de cinzas e soro de leite oriundo do processo de produção de queijo. 

A umidade das pilhas é mantida constantemente afim de favorecer a elevação da temperatura e a fermentação anaeróbica. As pilhas são freqüentemente reviradas com a concha de um trator e sobrepostas, aumentando cada vez o tamanho das pilhas.  

Com a alta temperatura ambiente do sertão, obtém-se em 6 meses um excelente composto que voltara para as mangueiras sob forma de adubo aplicado em sulcos situados por baixo das mangueiras de irrigação; a ação lenta dos gotejadores vai acelerar a sua decomposição e o seu efeito sobre as árvores.  


O composto também será misturado às sementes de capim buffel ou de capim mandante antes de  serem plantadas nas pastagens durante o período chuvoso.

Plantio das pastagens

Na hora das safras, uma parte das mangas é exportada 
in natura e as demais são desidratadas.


Caroços e mangas descartadas alimentam o gado,
que defecando forma esterco, fechando o ciclo,
começando tudo de novo.




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Fazenda Tamanduá
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