|
Pesquisa
sobre ciclagem de nutrientes e emissão de CO2
no semi-árido da Paraíba |
| |
Uma das pesquisas mais antigas e ininterrupta desde 2004 desenvolvida
na Fazenda Tamanduá é a da “Ciclagem de nutrientes e emissão de CO2 no
semi-árido”.
Os( hoje ambos) professores Jacob Silva Souto e Patrícia Carneiro
Souto continuam este trabalho, soma de dados científicos impáres no
sertão, e formidável contribuição para o conhecimento deste
eco-sistema mal estudado. |
| |
 |
| |
|
A RPPN apresenta uma área de 381,60 ha, inserida no
semi-árido do Nordeste brasileiro, onde a deficiência
hídrica e as altas temperaturas predominam na maior
parte do ano. |
| |
O
trabalho, após concluído, será a Tese de Doutorado da
Engenheira Florestal Patrícia Carneiro Souto, bolsista
CAPES do Programa de Doutorado em Agronomia da
Universidade Federal da Paraíba, sob a orientação dos
Professores Drs. Jacob Silva Souto e José Romilson Paes
de Miranda, do Departamento de Engenharia
Florestal/Campus de Patos (PB)/Universidade Federal de
Campina Grande, tendo também a participação de alunos
bolsistas de Iniciação Científica/CNPq e voluntários do
Curso de Engenharia Florestal.
Ë importante ressaltar que são raros os trabalhos sobre
a ciclagem de nutrientes em área de caatinga. Sabe-se
que a absorção e o retorno de nutrientes pode ser
anualmente maior nas florestas tropicais do que em
outros tipos de vegetação. |
| |
|
Esses nutrientes (nitrogênio, fósforo, potássio, cálcio,
magnésio, enxofre, etc.) oriundos na sua maior parte da
biomassa morta (folhas, galhos, flores, frutos, troncos,
raízes mortas, etc.) sofrem ataque dos organismos do
solo.
O conhecimento de toda esta estrutura pode ser utilizado
como indicador de funcionamento do sistema, o qual irá
fornecer informações sobre o grau de degradação ou
recuperação de uma área.
A
execução deste trabalho, que recebe apoio irrestrito do
Proprietário da Fazenda Tamanduá, Dr. Pierre Landolt, se
reveste de uma importância fundamental para a região,
visto que, por um período de 02 anos, mensalmente,
estará se estudando o aporte de folhas, galhos, cascas,
flores, frutos e outros materiais, em caixas coletoras
distribuídas na área e a sua decomposição através dos
organismos do solo, utilizando o método das sacolas de
náilon, contendo liteira da área de estudo. |
|
 |
|
A
Eng.Florestal Patrícia Carneiro Souto
recolhendo folhas, galhos, frutos, etc |
|
|
| |
|
Na mesma área experimental também são coletados
mensalmente, dados referentes a emissão de CO2
do solo, nos períodos diurno e noturno. Esta
informação será de suma importância para um melhor
conhecimento da caatinga no que concerne ao
seqüestro de carbono. |
| |
|
 |
|
Para quantificar o CO2
evoluído do solo, utiliza-se uma
solução de KOH 0,5 N em recipientes de vidro,
cobertos por baldes plásticos |
|
Para quantificar o CO2 evoluído do solo,
utiliza-se uma solução de KOH 0,5 N em recipientes
de vidro, cobertos por baldes plásticos.
Após um
período de 12 horas, de 7:00 h as 19:00 h e, de
19:00 h as 7:00 h, correspondendo, respectivamente,
aos períodos diurno e noturno, as amostras são
coletadas no campo, hermeticamente fechadas, e
transportadas para o Laboratório de Solos e Água do
Departamento de Engenharia Florestal/UFCG para serem
tituladas com solução de HCl 0,1 N, para
quantificação do CO2 retido em cada
amostra.
Simultaneamente a coleta da serrapilheira, são
retiradas amostras de solo para determinação de
microrganismos (bactérias e fungos) e, usando anéis
volumétricos de aço, coleta-se solo + liteira para
extração e contagem da mesofauna (ácaros, colêmbolos,
besouros e outros organismos de até 1,0 mm de
comprimento). |
|
|
| |
|
Pesquisa Tropi-Dry |
|
Pesquisadores da
Universidade Federal de Pernambuco - UFPE e Universidade Federal
de Campina Grande - UFCG estão conduzindo pesquisas na Fazenda
Tamanduá para estudar a ecologia e regeneração da caatinga.
A pesquisa é parte de um
amplo projeto da Rede de Pesquisa Colaborativa (Collaborative
Research Network-CRN) chamada
“TROPI-DRY” (Tropical Dry Forests – Florestas Tropicais Secas).
A rede TROPI-DRY incorpora
pesquisadores do Canadá, Estados Unidos, México, Cuba, Costa Rica,
Venezuela e Brasil, que trabalharão em ecossistemas florestais
tropicais deciduais localizados nestes 5 últimos países durante os
próximos 5 anos. |
|
 |
|
Participantes e colaboradores do Projeto Tropi-Dry em plena atividade na Fazenda Tamanduá-PB. Da
esquerda para direita: Prof. Jacob Souto, Patrícia
Moura, Prof. Everardo Sampaio,
Joao Araújo, Awesley,
Karina e Profa. Patrícia Souto. |
|
| |
|
|
Será realizado um esforço
contínuo e sistemático para entender, integrar e comparar informações
sobre florestas tropicais secas nas Américas em 3 níveis básicos: |
| |
-
no contexto da ecologia e biologia da conservação;
-
no contexto do uso da terra e mudanças na cobertura vegetal
ocorrendo nestes ecossistemas que têm sido intensamente ocupados;
-
no contexto do desenvolvimento de políticas locais e nacionais que
possam contribuir para a conservação destes ecossistemas.
|
|
|
Outra contribuição importante virá através da informação sobre
localização, extensão e estado das áreas florestais que as ameaças à
biodiversidade nas fronteiras de desmatamento podem ser identificadas,
para posterior avaliação e implementação de soluções para este problema.
Desta forma, o desafio é criar um arcabouço científico capaz de facilitar
a manutenção da “saúde” dos ecossistemas e, simultaneamente, reconhecer e
melhorar a qualidade de vida humana nas regiões ondem ocorrem florestas
secas nas Américas
Na Fazenda Tamanduá, foram selecionadas quatro áreas com vegetação em
diferentes estágios de regeneração onde foram demarcadas 12 parcelas, com
1800 m2 cada parcela. As parcelas incluem desde áreas de pastagem,
passando por áreas de caatinga com cerca de oito a 10 anos de regeneração,
depois outras áreas de caatinga com cerca de vinte anos de idade e, por
último, uma área de caatinga preservada com mais de 50 anos de idade.
Nestas áreas, estão sendo realizadas diversas atividades para a melhor
compreensão dos processos ecológicos de regeneração da caatinga. Em
primeiro lugar, está sendo realizado o levantamento fitossociológico das
áreas para caracterizar a evolução da diversidade de espécies vegetais e
estrutura da caatinga ao longo dos estágios sucessionais. Nessas mesmas
áreas estão sendo realizados também estudos para avaliação tanto da
biologia do solo, quanto da ciclagem de nutrientes, carbono e água. É
importante destacar que estudos dessa natureza geralmente enfrentam grande
dificuldade para encontrar áreas preservadas de caatinga que possibilitem
a condução das pesquisas.
Com a realização da pesquisa serão gerados conhecimentos que auxiliarão no
direcionamento de ações conservacionistas que procuram o desenvolvimento
sustentável dos ecossistemas naturais e também dos agroecossistemas na
região semi-árida.
|