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O Pinhão manso (Jatropha curcas L.) está sendo considerado uma opção
agrícola para a região Nordeste do Brasil por ser uma espécie nativa,
exigente em insolação e com forte resistência a seca. Atualmente, essa
espécie não está sendo explorada comercialmente no Brasil, é uma planta
oleaginosa viável para a obtenção do biodiesel, pois produz, no mínimo,
duas toneladas de óleo por hectare, levando de três a quatro anos para
atingir a idade produtiva, que pode se estender por 40 anos.
Com a possibilidade do uso do óleo do pinhão manso para a produção do
biodiesel, abrem-se amplas perspectivas para o crescimento das áreas de
plantio com esta cultura no semi-árido nordestino.
Além disso, como é uma cultura perene, segundo Peixoto (1973), o Pinhão
Manso pode ser utilizado na conservação do solo, pois o cobre com uma
camada de matéria seca, reduzindo, dessa forma, a erosão e a perda de água
por evaporação, evitando enxurradas e enriquecendo o solo com matéria
orgânica decomposta.
A Fazenda Tamanduá, através do Instituto Fazenda Tamanduá, desenvolve,
desde 2005, várias linhas de pesquisa com Pinhão Manso com enfoque
principal na reprodução, nutrição, melhoramento, produção de óleo e
desenvolvimento de produtos. |