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Avaliação do Intercâmbio com a
Comunidade Piracicaba |
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PROJETO DOM HELDER CÂMARA - PDHC
SERTÃO VERDE – NÚCLEO DE APOIO AO DESENVOLVIMENTO DA AGRICULTURA
FAMILIAR NO SEMI-ÁRIDO |
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Comunidade Piracicaba
– UPANEMA -RN |
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Caracterização
Geral da Comunidade |
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A
comunidade Piracicaba localiza-se a 20 km da sede do município de
Upanema – RN. A comunidade é
formada por 24 (vinte e quatro) famílias organizadas na Associação
dos Produtores Rurais de Piracicaba com 39 sócios
cadastrados.
No ano 2005, deu-se inicio o trabalho de assistência técnica através
do Projeto Dom Helder Câmara, nesta comunidade, contribuindo para a
sua organização no aspecto social através do fortalecimento da
associação, orientando a formação do grupo de mulheres, grupo de
jovens e orientações no aspecto produtivo em todos os sistemas
existentes na propriedade.
A comunidade, durante este período, vem discutindo as dificuldades e
problemas, e apontando soluções para resolvê-los, direcionando as
atividades prioritárias a serem trabalhadas pela equipe técnica do
Projeto Dom Helder Câmara. Uma das prioridades apontadas pela
comunidade está ligada à geração de renda. A região tem potencial
para a Pecuária, Apicultura, Avicultura, horticultura, fruticultura,
tanto de sequeiro, como irrigada, já que a região é favorecida com
bons lençóis freáticos, água de boa qualidade, e solos de
fertilidade mediana. No aspecto ambiental, a comunidade é favorecida
com as propriedades em bom estado de conservação de suas matas
nativas, preservando a diversidade de espécies forrageiras,
favorecendo a criação de animais.
Em 2006, a comunidade foi contemplada com um projeto de Apicultura
financiada pela Petrobrás em parceria com o CEFET/RN, sendo hoje, a
principal fonte de renda de metade das famílias.
No ano de 2007 a comunidade foi beneficiada com um projeto FISP
produtivo de Ovinocultura, onde foram adquiridos 210 matrizes ovinas
e 06 reprodutores ovinos, beneficiando 21 famílias, a comunidade
ainda foi beneficiada com o projeto Juventude Rural, para produção
de hortaliças orgânicas, beneficiando 07 jovens em uma área de 50m X
50m. Tradicionalmente, as famílias da comunidade cultivam as
culturas de Feijão, Algodão, Milho, capim elefante e Sorgo; cria
Galinha Caipira, Galinha D’angola, ovinos e Bovinos para a produção
de leite e seus derivados. |
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Em
relação à pecuária, na comunidade existe uma forte produção, com
maior destaque na atividade de ovinocultura, apicultura e
bovinocultura, sendo essas atividades as maiores responsáveis pela
renda local.
A
atividade da bovinocultura leiteira acena positivamente para a
comunidade, porém, existem alguns fatores que independente do
domínio da atividade, em determinadas épocas do ano, dificultando o
andamento e desenvolvimento da atividade. Fatores esses que são à
queda do preço no período chuvoso, a falta de equipamentos que
possibilitem armazenamento do leite e a fabricação de derivados, a
falta de um local para a fabricação de derivados, a redução de
alimento na época de estiagem e a venda a atravessadores que
acarreta em uma maior queda do preço do produto, dessa forma,
inviabilizando a atividade. Portanto, devido a esses problemas,
objetivou-se pelos produtores uma visita a algumas queijeiras.
Todos esses fatores levaram a equipe técnica junto com o Projeto Dom
Helder Câmara e o Projeto ELO a discutir junto com os moradores uma
forma mais sustentável de agregar valor ao leite e aos seus
derivados. |
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No
desejo de avançar na estruturação da cadeia produtiva dos derivados
do leite com a comunidade, foi pensado o intercâmbio para a Fazenda
Tamanduá em Patos-PB. |
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O
intercâmbio na Fazenda Tamanduá: trocas de experiências e
aprendizados |
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O
objetivo principal desta visita a fazenda Tamanduá foi conhecer toda
a cadeira produtiva da bovinocultura leiteira, abordando seus
aspectos como: manejo alimentar, sanitário e reprodutivo,
processamento e beneficiamento do leite e do queijo, como proceder
na legalização de pequenas agroindústrias, certificação orgânica e
biodinâmica, comercialização e distribuição de queijo, entre outros.
Além disso, objetivou-se a conhecer também a cadeia produtiva de
caprinocultura e apicultura dentre outras atividades que possam
atribuir conhecimentos e experiências para as famílias da comunidade
visto que esta comunidade desenvolve diversas atividades.
A
avaliação do intercâmbio realizada pelo grupo da comunidade
juntamente com a equipe técnica, mostrou que de acordo com as falas
dos participaram o intercâmbio foi bastante proveitoso para
esclarecer sobre os processos em relação ao manejo, beneficiamento e
certificação dos produtos dentro da comunidade e outros aprendizados
que eles consideram válidos para implantar na comunidade. |
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Ademar (Com. Piracicaba) –
Achei tudo muito maravilhoso e bem aplicado. Uma vacaria boa e
estábulos bem organizados. Gostei da alimentação que eles dão
aos animais, pois eles quem produzem tudo. Foi muito
interessante à sala de ordenhar, “nunca tinha visto uma
ordenhadeira mecânica”. Eles têm muita tecnologia coisa que não
temos. “A queijeira é um negócio de cinema”. Na queijeira tem
equipamentos que nunca vimos. Foi muito interessante um queijo
que vende só depois de 30 dias. Tudo bem higiênico. Os queijos
são bem armazenados e embalados e com rotulo coisa que não
fazemos. Muito importante àquele local para se vestir e se
lavar. Todas as salas têm um objetivo especifico gostei muito
dessas divisões. Vi que eles guardam o soro em caixas atrás da
queijeira e agente desperdiça o nosso. Um ponto negativo da
queijeira foi que não provei do queijo que eles fabricam. Gostei
bastante desta visita a Fazenda Tamanduá e do recebimento dos
funcionários. A queijeira ideal para nós seria uma queijeira
artesanal e que seja bem limpa como a que vimos na fazenda.
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Bira (Com. Piracicaba) –
Aprendi bastantes coisas novas e interessantes como por exemplo:
Observei que eles fazem o raleamento de plantas que os animais
não comem; Todo o alimento para os animais é produzido na
fazenda; Utilizam a vazante do açude para plantar e assim
economizar; Muito interessante a rotação dos animais nos
piquetes e a rastreabilidade; Observei que tem bastante água
perto dos animais e que e fundamental a água ser posta a
vontade; Importante o controle da ração ou seja quem produz mais
leite recebe mais ração e nos fazíamos o contrario; O Sr. Alan
falou da importância de se secar a vaca antes da próxima cria
coisa que não fazíamos; Outro ponto é que com a diminuição da
ração seca a vaca; Achei muito interessante o manejo dos
bezerros; Os medicamentos são todos feitos na fazenda; Separam
os animais doentes dos sadios; Quando a vaca tiver com sete
meses de amojo tem que ser seca; Foi a primeira vez que entrei
numa queijeira desse porte; Bastante higiênica a queijeira;
Existe uma diferença deles para nos que é a pasteurização, ou
seja, nos não pasteurizamos fazemos logo o queijo; Nunca vi
alguns equipamentos; Muito importante existir um laboratório
para fazer analise do leite; Importante a higienização das
vasilhas; Nunca tinha visto aquelas prensas, eles pensão todo
queijo de uma vez; Nunca vi queijo que fica no processo de cura,
é novo para mim; Na parte da embalagem a vácuo é um processo
muito interessante e importante, pois, não podemos nem entrar
devido a enorme importância do processo, porém vimos por uma
janelinha; Na fazenda o soro é reaproveitado para os suínos e
aqui na nossa comunidade não o reaproveitado; Outro ponto é a
analise no leite já que aqui não fazemos pois não temos
equipamentos; Ponto negativo não foi visto a ricota; Existem
varias salas com suas devidas finalidades; A minha expectativa
foi excelente porque nunca tínhamos visto algumas coisas e foram
bem repassadas por Alan, Flávio e Emanuel.
No meu entender e de acordo com as nossas possibilidades a
queijeira artesanal seria a que a gente pode iniciar, pois tendo
um local próprio, com equipamentos adequados, higiênicos e
organizados como a da fazenda tamanduá poderemos no futuro
ampliar as instalações e vendermos para outros mercados.
Existe um ponto que relaciona a fazenda Tamanduá com a nossa
comunidade, eles iniciaram a fazenda com o plantio de algodão
igual a nos quando chegamos à Piracicaba. |
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Branca (Com. Piracicaba) –
Gostei bastante de conhecer a fazenda Tamanduá, a fazenda é
muito sofisticada e foge muito da nossa realidade. Espero que a
queijeira que foi proposta para nossa comunidade venha ao menos
com alguns equipamentos que facilitem a fabricação do nosso
queijo e que possa agregar valor ao queijo. |
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Elma (Com. Piracicaba) –
A queijeira é muito bonita e organizada. Existe bastante
tecnologia. Gostei muito na parte de higienização, pois existe
muita segurança na parte de higienização e achei bastante
interessante. Eu gostaria que tivesse uma queijeira em que
existisse um local adequado e com equipamentos que ajudassem na
fabricação do queijo. Para que possamos aumentar mais a nossa
produção e produzir queijo de uma maior qualidade e que
aumentassem a renda das famílias. |
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Gilvan Júnior (Sertão Verde) –
A visita a Fazenda Tamanduá foi excelente, fomos muito bem
recebidos e todas as informações desde a história da fazenda até
a certificação foram repassadas muito bem por Alan, Flávio e
Manoel. Para mim tiveram algumas novidades como à certificação
biodinâmica e o biodigestor entre outras. Sobre o manejo animal
gostei bastante das explicações do veterinário Alan, pois ele
repassou claramente conhecimentos aos agricultores sobre o
manejo animal. Gostei bastante da queijeira, pois ela é muito
organizada e bem padronizada, e foi bem apresentada por Flávio.
Em conversa com os agricultores eles me relataram que esta
visita a Fazenda Tamanduá foi muito boa, pois eles viram alguns
erros cometidos por eles no manejo do seu rebanho e que
aprenderam muito e iram repassar aos outros como foi à viagem a
Fazenda Tamanduá e tentar corrigir os erros que eles cometem. |
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José Holanda (P.A. Moaci Lucena) –
Uma surpresa na chegada por olhar e não ver nada logo imaginei,
essa viagem toda pra não ver nada, mais quando eles começaram a
falar e mostrar as áreas de produção da fazenda ai vem o
encantamento de tantas coisa, vou falar alguns pontos que vi e
gostei muito, mais se fosse falar de tudo era um dia inteiro pra
contar. A recepção que eles tiveram com a gente e dar para notar
no rosto deles que tem prazer de está explicando o que eles
fazem na fazenda pra gente, o dono da fazenda manter os
funcionários seus funcionários de muito tempo o respeito que ele
parece tem com cada um deles, os técnicos falam numa linguagem
bem prática que dar para gente entender, o respeito que a
fazenda tem com meio ambiente tudo é orgânico, os animais tudo
de boa qualidade, a relação que o veterinário tem com os animais
em saber pelo nome é muito interessante, a produtividade da
fazenda desde a alimentação ate a comercialização, a forma de
criar os animais separados (caprinos e bovinos) e a organização
da fazenda todo nos lugares, nunca irei esquecer a maravilha
dessa fazenda. O ruim foi o tempo que ficamos lá dentro que foi
pouco para ver tanta coisa. |
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Júnior (Com. Piracicaba)
– Gostei bastante da visita, fiz bastantes perguntas e os
técnicos Alan e Flávio responderam todas. É muito difícil nos
agricultores irmos a uma fazenda tão sofisticada como a fazenda
Tamanduá e sermos bem recebidos como fomos “agradeço bastante
pelos ensinamentos”. Achei muito importante a visita a esta
fazenda visto que vimos de tudo desde o manejo animal que foi
onde aprendi bastante até a produção de queijo. Do meu ponto de
vista como fabricante de queijo de coalho, nos temos que
adquirir uma queijeira artesanal visto que nossa produção de
leite e baixa e que tenhamos uma estrutura boa que no futuro
possamos aumentar. Hoje tenho um sonho de ter uma queijeira tão
limpa e organizada como aquela. |
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Núbia (PDHC) –
A fazenda Tamanduá foi outra realidade da queijeira que vi na
comunidade de cachoeira em Parelhas/RN. Na fazenda Tamanduá é
tudo muito avançado com certificação orgânica e quase toda
biodinâmica, as agroindústrias com SIF e SIE. O manejo que eles
têm com os animais, são práticas diferenciadas já que eles
trabalham organicamente, tornando tudo muito limitado,
alimentação 10% que pode ser de fora e o permitido pelo IBD e
90% é produzido na fazenda, tudo muito organizado. Adorei tudo
que vi uma fazenda totalmente produtiva, a recepção de todos que
estiveram com agente muito boa nos deram muita atenção, tiveram
toda uma preocupação para que todos entendessem as explicações
sobre os trabalhos da fazenda, a dificuldade que tive foi quando
eles falaram de biodinâmicos que não tinha visto nada em prática
apenas já tinha ouvido falar e lido sobre o que era em livros,
mais já estou procurando saber estudando esse assunto que achei
muito legal. O único ponto negativo foi o tempo limitado, diante
de tantas coisas pra ver e aprender. Gostaria muito ir lá
novamente e poder passar mais tempo e aprender mais coisas quem
sabe no consiga um estágio. |
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Raimundo (Galego do P.A. Moaci Lucena) –
Bonito os animais, o acolhimento que eles tiveram com agente, as
explicações bem práticas e uma coisa importante foi à fazenda
ter pegado as famílias que já moravam na fazenda para continuar
morando lá e trabalhando na fazenda isso é muito bonito da parte
do dono. |
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Ubeleide (Com. Piracicaba)
– Gostei bastante da queijeira, do local onde recebe o leite,
dos tanques de pasteurizar, da higienização das vasilhas, das
prensas, do laboratório que é bastante importante, da sala de
cura do queijo e da sala de embalar que não podemos entrar, mas
vimos o processo por uma janelinha. Achei muito interessante o
processo em que o queijo passa trinta dias em descanso numa sala
para depois ser embalado e vendido. Foi muito interessante ver o
entreposto de mel, pois na nossa cidade existe um e lá não tem
uma calha para não entrar formigas como a que tem no entreposto
da fazenda. Foi uma excelente visita. |
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FICHAS DOS PARTICIPANTES DO
INTERCÂMBIO |
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Ademar –
Agricultor, planta culturas de subsistência para sustento da
família e de seus animais na comunidade, produz queijo e vende
na região além de vender leite. |
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Bira
– Agricultor, apicultor, pecuarista, fabrica queijo e vende seus
produtos na feira da agricultura familiar.
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Branca –
Agricultora, Apicultora e trabalha às vezes ajudando seu pai na
fabricação de queijo de coalho. |
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Elma
– Produtora tem grande apego as aves e cuida com muito carinho
de todas as que criam. Trabalha às vezes ajudando seu pai e sua
mãe na fabricação de queijo de coalho. |
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Gilvan Jr.
– Engenheiro Agrônomo, produtor, técnico do Núcleo Sertão Verde
e do Projeto Dom Hélder Câmara na comunidade Piracicaba em
Upanema- RN.
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José Holanda
– Assentado do P. A. Moaci Lucena. |
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Júnior –
Filho de agricultor e pecuarista. Fabrica queijo com seu pai Sr.
de Rocha, e é um dos jovens que vem continuando a fabricação de
queijo da família Rocha. |
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Núbia –
Representante do Projeto Dom Hélder Câmara no Território Sertão
do Apodi-RN. |
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Raimundo
– Assentado do P. A. Moaci Lucena. |
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Ubeleide –
Jovem filha de agricultor, atualmente produz hortaliças com o
Projeto Juventude Rural e fabrica queijo com seu pai Bira. |
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