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Recentemente Raimundo Nonato de Morais, o nosso vaqueiro, foi incentivado
a efetuar um inventario dos chás e garrafadas tradicionais
utilizando plantas e flores da rica biodiversidade do sertão que
possam tratar e curar o rebanho da Fazenda Tamanduá.
De fato, os bovinos, como os humanos, dispõe na natureza de uma ampla
farmacopéia fitoterápica, largamente procurada até
recentemente, quando foi suplantada pelas produtos comprados nas
farmácias veterinárias.
A primeira planta aprovada foi a “semente” de macela-do-sertão,
Egletes viscosa(L.) Less..
Trata-se de uma erva pequena, silvestre, anual, aromática que
ocorre em locais inundáveis, às margens de pequenas lagoas e riachos.
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Raimundo
Nonato e a “semente”
de macela-do-sertão |
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Utiliza-se na realidade os capítulos florais, que foram coletados,
secados, embalados a vacuo afim de garantir excelentes condições
de armazenamento.
A partir destas “sementes de macela” se faz um chá ministrado
principalmente aos bezerros em caso de cólicas e diarréias, com
êxito.
Os estudos recentes da macela, comprovaram que principio ativo principal
contido nela é a ternatina que demostrou propriedades
antiinflamatorias e protetoras do estômago e do fígado,
justificando a sua ação antidiarréica e antiespasmódica.
Como tratamento caseiro humano, a macela é tradicionalmente utilizada em
casos de problemas digestivos e intestinais, cólicas, gases,
azia, má digestão, diarréia e enxaqueca, bem como nos casos de
irregularidades menstruais.
(Fontes : Plantas medicinais no Brasil, Harri Lorenzi, F.J. Abreu Matos).
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