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Agosto 2002

O Jornal Tamanduá é um informativo mensal publicado no site da Fazenda Tamanduá, abordando temas de interesse da comunidade orgânica em geral assim como da comunidade da Fazenda Tamanduá.

Na edição de agosto do Jornal Tamanduá veja:

Festas Juninas : O Trio Tamanduá arrasou !

O Trio Tamanduá foi convidado a participar das Festas Juninas de Patos, apresentando-se no palco principal na véspera da São João com o maior sucesso .

Foram tocadas pela primeira vez em público as musicas inéditas escritas por Rubens, a alma do Trio e exímio vaqueiro da Fazenda Tamanduá, pelo seu irmão Nego Novo e pelo nosso vizinho Jurandi Pinto.
Ninguém pode resistir ao som do verdadeiro Forro Pé de Serra tocado pelo Trio, pela sua originalidade e simplicidade que comove todo mundo e leve para dançar no arraia os mais novos como os mais velhos.

Além deste show o Trio foi contratado em Malta, Santa Terezinha e Catingueira e, suprema consagração, foram destaque de uma emissão da TV Correio da Paraíba. As emissoras de radio de Patos já tocam de maneira corriqueira as suas musicas.

O sanfoneiro Hamilton, recém chegado, fez bonito e agradou a todos.

Nestas ocasião foi lançado o novo disco do Trio Tamanduá "Dom de Forrozeiro", cujas vendas estão indo muito bem.
Um começo promissor, que talvez levará Rubens longe das suas atuais ocupações...

Até logo Inácio !

O nosso querido amigo Inácio Vigolvino de Morais, que trabalhou mais de 20 anos na Fazenda como vaqueiro, aposentou-se este mês. Apaixonado pela pesca, ele sempre conseguia voltar para casa com os maiores tucunarés, traíras e tilápias do açude da Conceição, causando inveja a todos.

Bastante cansado e passando freqüentemente mal estes últimos tempos, foi infelizmente diagnosticado que ele é portador da Doença de Chagas. Esta doença endêmica continua causando sérios danos a saúde dos nordestinos. Ela é transmitida pelo barbeiro, ou procotó, (principalmente triatoma brasiliensis no nordeste) inseto que se alimenta de sangue.

Ao sugar uma pessoa ou animal portador da Doença de Chagas, ele ingere os Tripanosoma Cruzi, germes da doença. No seu intestino os tripanosomas se multiplicam e são eliminados com as fezes. O barbeiro, após picar uma pessoa para sugar o sangue, elimina fezes. A picada produz coceira e, ao coçarem-se, as pessoas espalham as fezes contaminadas no local da picada. Os tripanosomas penetram no organismo pelo ponto da picada, por alguma arranhadura ou pelas mucosas dos olhos, nariz ou boca. Na fase crônica que afeta Inácio, a doença compromete o coração, provocando palpitação, edema, falta de ar. A doença pode também atacar o esôfago ou o intestino.Até hoje não foi descoberto um tratamento eficiente para curar esta doença. Apesar da constante campanha preventiva da SUCAM, Superintendência de Campanhas de Saúde, que pulveriza anualmente todas as casas da zona rural com um inseticida especifico, este inseto sobrevive e continua de infectar homens, mulheres e crianças nordestinas.

Perigo, filho de Inácio, vai continuar trabalhando conosco e permitirá  manter o contato com ele, apesar de residir doravante em Patos. Desejamos a Inácio e a sua família muitas felicidades, e esperamos que tenha uma longa e tranqüila vida na cidade.

Uma flor do Sertão

Aqui esta a linda flor da arvore conhecida popularmente no nosso sertão como Embirathna, de nome cientifico Pseudobombax tomentosum (Mart. & Zucc.) A. Robyns, da família das Bombacáceas.

O seu tronco, geralmente curto e cilíndrico, apresenta uma casca grossa, rugosa, listrada de verde.

A flor solitária, grande, rufo-tormentosa sobre um pedúnculo de 2/3 cm de comprimento.de tardezinha, eclode de tardezinha e cai na manhã seguinte. Ela atrai muitos morcegos que a polinizam. Durante a floração a arvore se encontra totalmente despida da sua folhagem

A madeira leve pode ser utilizada para caixotaria. A casca é empregada para a confecção de cordas rusticas (embira) dai a razão do seu nome. Os filamentos sedosos que embrulham as sementes podem ser aproveitados para o enchimento de almofadas. A árvore possui uma copa ornamental e muito original, permitindo seu uso para fins paisagisticos.No levantamento efetuado na RPPN da Fazenda Tamanduá, a sua freqüência relativa foi de 0,89 % .Dados extraídos de "Arvores Brasileiras" de Harri Lorenzi, Vol. 2.

 

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