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Estudo
científico comprova a perfeita adaptabilidade
do rebanho
leiteiro da FT
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Sabemos que as condições
ambientais interferem sobremaneira nos parâmetros fisiológicos do
animal e consequentemente na sua produção. As condições climáticas
do
semi-árido nordestino são, a priori, adversas à produção de leite,
isto porque os índices de conforto térmico são sempre acima do
considerado ideal, prejudicando assim as raças leiteiras de origem
européia. Produzir leite com altas
temperaturas e baixa umidade relativa do ar, alta incidência solar e
pluviometria escassa é sobretudo um desafio.
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Na busca de encontrar
respostas para os criadores do semi-árido nordestino, a equipe científica de bioclimatologia do Centro de Saúde e Tecnologia Rural
da Universidade Federal de Campina Grande, liderada pelo Professor Dr.
Bonifácio Benicio, vem desenvolvendo estudos que visam sobretudo
verificar a adaptabilidade a este clima das raças ali criadas.
Em
2002 alguns estudos foram feitos com raças zebuinas, como por exemplo
o Sindi.
Contando com a participação
do Professor Fernando Borja e dos alunos Alfonso Argueta e José Rômulo,
foi desenvolvido na Fazenda Tamanduá um estudo cujo objetivo foi
verificar a adaptabilidade de fêmeas da raça leiteira Parda-Suiça,
de acordo com o grau de sangue. Este foi o primeiro trabalho
bioclimatológico desenvolvido com esta raça em condições semi–áridas
do nordeste brasileiro.
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Vacas
da raça Pardo-Suíça perfeitamente adaptadas
ao semi-árido do nordeste brasileiro |
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O
rebanho Pardo-Suiço da Fazenda Tamanduá apresentou
um índice de tolerância ao calor classificado como Muito Alta Tolerância ao Calor |
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A resposta encontrada foi
surpreendente : o rebanho Pardo-Suiço da Fazenda Tamanduá apresentou
um índice de tolerância ao calor classificado como Muito
Alta Tolerância ao Calor e praticamente igual aquele encontrado
para a raça zebuina Sindi. Acrescente-se o fato que não houve diferenças estatísticas quanto a adaptabilidade entre os
diferentes graus de sangue estudados, tendo as vacas Pardo Suíça
apresentado um índice de tolerância ao calor superior ao apresentado
pelas mestiças.
Os dados obtidos nos permitem
afirmar que a raça Parda-Suiça faz jus a sua fama de rústica.
Queremos salientar que o
rebanho da Fazenda Tamanduá desde 1977 é o resultado de uma seleção
genética criteriosa, procurando um equilíbrio ideal entre produção
leiteira e rusticidade, dentro da nossa realidade, seja, procurando
baixos custos e uma perfeita adaptabilidade dos animais a realidade
local.
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Este estudo cientifico
comprovou definitivamente que o nosso trabalho, embora empírico,
resultado de muita observação, bom senso e dedicação, permitiu
atingir o seu objetivo : a sustentabilidade.
O artigo científico será
publicado no Congresso da Sociedade Brasileira de Zootecnia que
ocorrera em Julho próximo em Santa Maria, RS. Se desejar
saber mais detalhes sobre a pesquisa, podemos fornecer o texto do
trabalho.
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