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Algodão
orgânico colorido
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Implantamos uma área teste de um hectare de algodão perene de
fibra marrom (BRS 200) selecionado pelo Centro Nacional de
Pesquisa de Algodão da Embrapa. A Embrapa, nas pessoas do Dr. Napoleão Esberard de Macêdo
Beltrão, "pai" da criança e o Dr. Odilon Reny Ribeiro,
vão acompanhar de perto este trabalho afim de confirmar a
viabilidade da cultura deste algodão nas normas orgânicas. Cerca de 70
toneladas de semente foram distribuídas no sertão e há um
grande interesse na agricultura orgânica que pode providenciar
substanciais benefícios para os pequenos agricultores sertanejos
: melhor atenção a conservação dos solos, supressão dos
defensivos e adubos químicos e melhor renda.
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Algodão
nascendo |
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A Embrapa informa que " com o surgimento de novos mercados
para o algodão, a partir de 1989 a Embrapa iniciou um programa de
melhoramento genético objetivando a obtenção de cultivares de
algodão de fibra de cor, iniciando pelo marrom, já que se tinha
variabilidade para este fator no algodão arbóreo ou mocó,
singular do Nordeste do Brasil. Foram avaliados 11 acessos de
algodão arbóreo de cor marrom e introduzidos outros tipos, que
via seleções e cruzamentos, originaram o cultivar BRS 200-
Marrom".
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Para a
Fazenda Tamanduá, a volta do algodão mocó, arbóreo, perene e
colorido, representa uma experiência muito positiva, já que foi
justamente esta cultura que nos trouxe aqui, apostando na época
no binômio tradicional do sertão : gado e algodão. Analisada
dentro dos parâmetros orgânicos, esta cultura oferece muitas
vantagens : Particularmente bem aclimatado ao semi-árido, este
algodão perene consegue agüentar os meses de seca e produzir
mais de 1.200 kg por hectare. Ele tem um bom sistema radicular,
estabilizando o solo durante o ciclo da cultura e tem uma boa
cobertura vegetal.
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algodão
mocó |
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Devido
ao seu ciclo de 3 a 4 anos, a necessidade da arar o solo se faz
somente na época do plantio, diminuindo portanto as oportunidades
de provocar a erosão nos campos nordestinos geralmente de solos
rasos e de topografia ondulada. Graças
aos esforços de seleção da Embrapa, o período de floração,
durante a qual atua o bicudo que acabou com a cultura do mocó
tradicional na região, foi muito reduzido, permitindo um controle
economicamente viável das pragas.
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Novilhas pardo
suiço alimentadas por feno |
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No
fim da colheita, seja nos últimos meses do ano, que coincide com
o pique da seca, o gado pode ser soltado nos campos e comer as
folhas dos algodoeiros, ajuda alimentar muito bem vinda neste
período. A poda é efetuada em seguida.
A
integração do gado é importante no processo orgânico,
permitindo de realizar o composto, de dar ao sertanejo o leite de
cada dia e garantir o seu capital com um bezerro por ano. |
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Achamos
que os defensivos naturais que temos a disposição vão permitir
de efetuar o controle das pragas do algodoeiro : no caso dos
curuquerês e das lagartas rosadas utilizaremos o Bacillus
thuringiensis; já no caso do temido bicudo, o manejo
orgânico efetuado com uma boa compostagem deverá diminuir muito
a incidência, baixando possivelmente sua infestação a somente
10 a 20%; se houver uma incidência maior, o óleo de nim
será aplicado. Em parceria com a Embrapa será também testado o
suco do agave (cultivado na região vizinha do Carirí) para o
controle dos insetos.
No
fim deste ano teremos então uma planilha dos custos de um hectare
de algodão arbóreo orgânico, que permitirá de validar ou não
esta cultura. |
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