|
Uma nova estação eco-hidrológica na Fazenda Tamanduá para o
entendimento das interações entre o clima e a vegetação na
Caatinga |
|
Raony Galvão Alves Rodrigues
|
|
|
|
O Professor Amilcare Porporato, do Departamento
de Engenharia Civil e Ambiental da Pratt School of Engineering
na Duke University, nos EUA, e seu grupo de pesquisa (Xue Feng,
Stefano Manzoni e Giulia Vico) visitaram a Fazenda Tamanduá em
fevereiro de 2011. O objetivo principal de sua visita foi de
instalar uma estação de monitoramento eco-hidrológico numa área
preservada da caatinga, o nosso eco-sistema típico de floresta
sazonalmente seca. A estação monitorará e registrará
continuamente a umidade e a temperatura do solo em duas covas na
caatinga, a três profundidades no solo, bem como a temperatura
do ar dentro da floresta. Além disso, os componentes da radiação
solar (tanto a radiação usada ativamente pela vegetação para
fotossíntese quanto a radiação térmica do céu e do chão),
temperatura e umidade do ar, velocidade do vento e precipitação
serão monitorados a cada 15 minutos numa clareira próxima. Toda
a estação recebe energia de um painel solar, que é a única
solução possível para um local numa área preservada, longe de
cabos de energia elétrica. A área selecionada para os
experimentos também é o local de investigações ecológicas e
biogeoquímicas em andamento pelos Professores Rômulo S.C.
Menezes, Antonio C.D. Antonino e Jarcilene A. Cortez (da
Universidade Federal de Pernambuco, no Recife). Os dados
registrados pela nova estação eco-hidrológica serão coletados a
cada duas semanas por Raony G.A. Rodrigues e Yuri Lucas da
Universidade Federal de Campina Grande, em Patos. |
|
|
|
A estação eco-hidrológica foi projetada para dar
sequência à coleta de dados por vários anos, a fim de avaliar os
processos biofísicos neste ambiente sazonal e altamente
variável. Este monitoramento a longo prazo ajudará a responder a
perguntas como as seguintes: Como a variabilidade da chuva,
sazonal e de ano a ano, se propaga na dinâmica da umidade e
temperatura do solo numa floresta tropical sazonalmente seca?
Como as flutuações sazonais afetam o dióxido de carbono no solo,
na vegetação e na atmosfera, bem como os fluxos de vapor d’água,
numa floresta tropical sazonalmente seca? A coleta de dados da
radiação solar também será fundamental na avaliação de
viabilidade de sistemas fotovoltaicos na área. Esta colaboração
em pesquisa entre a Duke University, a Universidade de Recife e
a Fazenda Tamanduá é uma oportunidade ímpar que levará a um
melhor entendimento da intrigante dinâmica eco-hidrológica da
caatinga, suas estratégias para otimizar o uso da água e lidar
com o estresse hídrico, proporcionando formas de vida estáveis e
bio-diversas em condições ambientais tão extremas. Esta pesquisa
de longo prazo se beneficia do apoio do Instituto Fazenda
Tamanduá (para a estação de monitoramento) e da Fundação
Nacional de Ciências dos Estados Unidos (CBET – Programa de
Sustentabilidade Ambiental) |
|
|
|
 |
|
|
Instalação dos sensores da umidade do
solo (à esquerda)
e da temperatura do solo (à direita) em uma das covas na
Caatinga |
|
|
|
| |
 |
| |
Giulia Vico (Duke University) conversando
com Raony Rodriguez e Yuri Lucas (Universidade Federal
de Campina Grande em Patos) sobre os detalhes
da amostragem de dados da estação meteorológica |
|
|
|
 |
|
|
Estação Meteorológica em
clareira na Caatinga |
|
|
|
| |
 |
| |
Amilcare Porporato descreve
o funcionamento do radiômetro solar a Pierre Landolt
na recém-instalada estação eco-hidrológica.
|
|
|
|
 |
|
|
Parte do grupo de pesquisa
da Duke University com Pierre Landolt
e Didier Jean em frente à estação eco-hidrológica
|
|
|
|
| |
 |
| |
Primeiras duas semanas de
dados, apresentando: radiação solar de ondas curtas
(parte superior), temperaturas do ar e do solo (centro),
teor relativo de água no solo
e acúmulo de chuva a intervalos de 15 minutos (parte
inferior). |
|
|
|
|