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Alunos da UFCG têm aula prática na Fazenda Tamanduá |
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Dr.Alan Glayboon |
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Procurando sempre a divulgação das suas técnicas orgânicas,
foi realizada uma aula prática na Fazenda Tamanduá com os
alunos da Disciplina de Produção Animal do Centro de Saúde e
Tecnologia Rural da Universidade Federal de Campina Grande,
Campus de Patos - PB. A turma composta de 19 acadêmicos
do curso de Medicina Veterinária, sob orientação do prof. Dr.
José Morais Pereira Filho, foi conduzida pelo Médico
Veterinário da Fazenda Tamanduá, Alan Glayboon de Freitas Oliveira .A visita teve início com uma abordagem sobre o sistema de manejo
orgânico para gado leiteiro e a rastreabilidade do rebanho, mostrando o mapa topográfico
planimétrico com a localização dos lotes nos piquetes, tipo de
pasto, área dos piquetes, reservas legais e particular do
patrimônio natural. Em seguida, a turma foi conduzida ao campo
para visita às instalações. |
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Foi mostrado as diferentes formulações de mistura de
concentrados para atender as exigências nutricionais das variadas
categorias e lotes de animais, dentro das Diretrizes do IBD, em conversão para o selo Demeter. Também foi mostrado as
fontes de volumoso, silagem e feno, ofertados para o gado, e
produzidos na própria fazenda. A silagem é feita de sorgo
forrageiro produzido no curto período chuvoso e o feno na época da
estiagem a partir da técnica sertaneja de plantio de vazantes.
Em cada momento da visita, os alunos demonstravam grande interesse
e conhecimento, fazendo perguntas e comentários. Foi mostrado o
composto confeccionado a partir do esterco bovino e que se
caracteriza como a maior fonte de matéria orgânica usado na parte
agrícola da fazenda. Foi acompanhada a ordenha mecânica, e o
programa de higiene adotado na obtenção e no processamento do
leite na indústria de laticínios, assim como as etapas que
compreendem a fabricação dos queijos produzidos pela
empresa. Ainda houve o acompanhamento de 03 inseminações
artificiais e uma explanação sobre manejo reprodutivo. |
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Alunos da UFCG
na Fazenda Tamanduá |
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Finalmente,
em meio aos agradecimentos e as cordiais despedidas em tom de "até
a próxima", pois a Fazenda Tamanduá estará sempre de portas
abertas, para futuras visitas. |
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Segurança
no Trabalho |
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Preocupada com a segurança e bem estar dos colaboradores, a Fazenda
Tamanduá nas pessoas de Marcelo Ferreira dos Santos (Técnico Agrícola)
e Paula Leite Silveira (Tecnologista de Alimentos) participou de mais
um treinamento para PREVENÇÃO DE ACIDENTES DO TRABALHO PARA
COMPONENTES DA CIPA. A Comissão Interna de Prevenção de Acidentes –
CIPA tem como objetivo a prevenção de acidentes e doenças decorrentes
do trabalho, de modo a tornar compatível permanentemente o trabalho
com a preservação da vida e a promoção da saúde dos trabalhadores. Por
ser uma empresa bastante diversificada, por lei a Mocó Agropecuária
Ltda. não necessita da implantação de CIPA, sendo necessário apenas
dois representantes treinados escolhidos pela própria empresa.
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No período de 13 a 17
de outubro de 2003 foi realizado no SESI/PATOS um treinamento para os
membros da CIPA, ministrado pela Técnica em Segurança de Trabalho
professora Waldisa Fontes Veras (SESI/SENAI). Os
participantes tiveram noções sobre normas regulamentadoras (NR-5) e (NR-6),
equipamentos de proteção individual – EPI, equipamentos de proteção
coletiva – EPC, inspeção de segurança, elaboração de mapas de riscos,
investigação de acidentes de trabalho, análise de acidentes, campanhas
de segurança, etc. |
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Paula Leite Silveira e Marcelo Ferreira dos Santos |
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O
objetivo do treinamento foi justamente levar os membros da CIPA a
serem sensibilizados sobre as causas e conseqüências dos acidentes,
desenvolverem o senso de observação para perceberem as situações de
riscos nos ambientes de trabalho e por fim procurarem conscientizar os
demais colaboradores a cumprirem e fazerem cumprir as normas de
segurança dentro da legislação em vigor.O curso foi um sucesso!
Entretanto
ainda não estamos satisfeitos, pois sabemos que nosso compromisso não
é apenas
com a segurança dos nossos colaboradores, como também com seu bem
estar. Segurança e Assistência Médica já temos, porém como anda a
realização pessoal de nossos funcionários? Necessário saber a relação
do trabalhador com seu trabalho. Provavelmente aquele que vive bem
consigo mesmo transmitirá esta atmosfera no ambiente de seu trabalho.
Por isso a Fazenda possivelmente promoverá em dezembro
do corrente ano um Workshop envolvendo temas como a AUTO-ESTIMA
RESPONSABILIDADE E COMPROMETIMENTO com o objetivo de fornecer aos
colaboradores as habilidades necessárias para enfocar formas de
aumentar a auto-estima e suas realizações. |
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Uma história que acaba bem ! |
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1997 a Mocó Agropecuária conseguiu o registro da sua fábrica de
laticínios no Serviço de Inspeção Federal (SIF) do Ministério da
Agricultura Pecuária e Abastecimento sob o n°1312. Isto garantiu a
comercialização dos seus queijos, tipo Saint Paulin, tipo Reblochon, e
posteriormente Coalho e Ricota em todo o território nacional. Os
modelos dos rótulos foram submetidos ao Ministério da Agricultura e
devidamente aprovados. De lá para cá foram efetuados várias
alterações, acompanhando os novos dizeres da legislação vigente.
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Em 2000, quando a Fazenda Tamanduá obteve a sua certificação
orgânica para o leite, conscientes da falta de regulamentação
nacional para tais produtos, resolvemos não arriscar incluir a
palavra orgânica nos rótulos, coisa definitivamente ilegal, mas
efetuar a justaposição do selo da nossa certificadora ao lado do
rótulo registrado no SIF. Desta maneira, sem confrontar a lei,
oferecemos claramente ao consumidor um elemento sobre a origem da
matéria prima, o leite orgânico, diferenciando portanto o nosso
queijo dos demais. Foi assim que a nossa marca “Ferme Tamanduá”
ficou reconhecida em todo o país como a do único queijo que
possuía tanto o SIF como um selo orgânico, dupla garantia de
qualidade. |
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Porém, nos últimos dias
de outubro recebemos do MAPA um ofício nos obrigando a retirar o selo
do IBD até o dia 3 de novembro, já que esta certificadora não se
encontra cadastrada no Ministério. Esta medida ia causar um grande
prejuízo de imagem para o nosso produto além de provocar perdas
econômicas importantes, desestabilizando o consumidor que confia num
produto exclusivo possuindo tanto a garantia do MAPA através do SIF,
como da certificação orgânica garantida pelo IBD.
Com o crescimento
acelerado dos produtores certificados no Brasil, parte deles possuindo
também um registro no DIPOA ou DDIV, a falta de legislação nacional
provocou esta crise que era inevitável, e precisava ser resolvida
claramente para o bem do consumidor e dos produtores. Juntando o caso
da Fazenda Tamanduá aos outros existentes, este fato foi levado por
vários meios ao Ministro Roberto Rodrigues e aos seus assessores que
sabiamente resolverem encontrar uma solução provisória ao impasse
atual até estabelecer normais nacionais regulamentando o setor
orgânico e efetuando o devido credenciamento das certificadoras
existentes. |
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Assim, no dia 30 de
Outubro, o Memo/SDA/n°1818/2003 do Dr. Maçao Tadano, Secretário da
Defesa Agropecuária, indicou que :“Como
nos encontramos numa etapa de ajustes finais para a implementação
dos sistema de certificação orgânica oficial e as questões
relativas à rotulagem estarão a partir dai regulamentadas,
entendemos que devemos aguardar tais providências. A
obrigatoriedade da retirada dessas identificações poderia causar
enormes prejuízos aos seus fabricantes e dúvidas junto aos
consumidores suscitando interpretações de toda ordem quanto a
qualidade do produto como orgânico.”
Graças a este
memorandum, fomos dispensados de retirar a etiqueta do IBD, até a
publicação das tão esperadas novas normas para o setor orgânico.
Mais uma vez o Ministro Roberto Rodrigues mostrou a sua visão
pragmática do setor agropecuário brasileiro onde podem conviver
todos os tipos de agricultura e pecuária para o bem do país que só
tem a ganhar com esta diversidade de sistemas de produção,
deixando ao consumidor bem informado a escolha final.
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A Seca
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A Fazenda Tamanduá
e o Nordeste brasileiro enfrentaram mais uma vez um ano complicado
: 2003 foi um ano de seca. De fato se a média anual de Patos é de
700 mm., durante o “inverno” de fevereiro a abril, recebemos
apenas 468 mm. O pior é que foi uma “seca verde” : as
precipitações máximas não ultrapassaram 50 mm. de uma vez,
impedindo assim de encher os reservatórios espalhados na fazenda
toda, os açudes. Em compensação deu para completar um ciclo de
sorgo que foi ensilado para alimentar o gado leiteiro. |
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Em abril, o início
da seca natural nos pegou com uma acúmulo mínimo de água nos
açudes, comprometendo não somente a irrigação das mangueiras bem
como o plantio do capim destinado a produção do feno ou da água de
beber para homens e animais, além da pesca que garante aos
moradores uma fonte de alimentação saudável e variada.
Percebendo que as
mudanças climáticas não eram uma ficção, tínhamos resolvido
acelerar a construção de barragens de terra nos riachos cujas
nascentes se encontram na fazenda, afim de reter maior
quantidade de água. Foram construídos mais duas barragens de
pequeno porte, e uma com um volume de 24.000 m3 de terra,
barrando o Riacho da Conceição que atravessa toda a fazenda. Na sua
versão atual, o Açude Mocó poderá armazenar
perto de 650.000 m3 de água. Munidos finalmente de todas as
autorizações legais e obrigatórias, começamos a obra no início da
estação chuvosa, com muito receio, já que as enchentes e a
violência deste riacho podiam a qualquer momento destruir a obra
em andamento. Ora, a água do rio correu uma só manhã , sem causar
nenhum dano ou atraso na construção, fato que nunca havia sido visto,
já que as águas deste riacho, saindo do seu leito, inundavam
freqüentemente o baixio. O alicerce cavado até a rocha desceu a
mais de 6 metros de profundidade. Com uma altura de 7 metros acima
do solo foi construída uma formidável barragem, mas que se
encontrou seca quando acabada ... |
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Açude seco
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Etapas da
construção |
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Nesta hora, as
águas retidas em três barragens destinadas à irrigação das
mangueiras não representavam mais de quatro meses de uso. Fomos
portanto obrigados a encontrar outros meios para garantir a safra.
Começou então uma busca frenética às águas subterrâneas, cavando
poços tubulares a uma profundidade média de 40 metros.
Nem todos
ofereceram uma vazão satisfatória, acima de 3.000 litros/hora, e
infelizmente a maioria se encontrou situada perto do curral,
distante de 4,5 quilômetros do pomar das mangueiras. Tivemos assim
que juntar todas estas águas num “piscinão” de 50 m3 e de lá,
bombear a água por uma adutora formada por dois tubos de 4
polegadas até as mangueiras.
Obra faraônica que cortou todo o nosso baixio com uma valeta em
média de 1,20m. de profundidade, mas permitiu colher uma safra de manga razoável,
com uma quebra final de 24%, devido a média de peso das frutas
que foi menor.
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Iremos começar o ano de 2004 com todos os reservatórios secos, embora
tenhamos perto de 5.600.000 m3 acumuláveis.
A experiência popular garante invernos bons todos os anos “em 4”.
Verificando o índice das chuvas desde o início do século podemos
verificar que esta crença não está totalmente equivocada : 1924 :
2.352mm; 1934 : 1.006mm; 1944 : 654mm; 1954 : 636mm; 1964 : 792mm;
1974 : 1.477mm; 1984 : 813mm.; 1994 : 933mm.; 2004 ?
Portanto vamos apelar para que a estação chuvosa se normalize (após 7
anos de chuvas irregulares durante as quais os açudes não chegaram a
“sangrar”) para permitir a continuação da nossa aventura sertaneja... |
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Fazenda
Tamanduá
Caixa Postal 65 - Patos / Paraíba - CEP 58700-970 - Brasil
Tel.(83)3422-7070
Fax(83)3422-7071 |
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