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Junho 08 |
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Universidades e Fazenda Tamanduá formam parceria em
projeto de pesquisa sobre ecologia de caatinga |
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Pesquisadores da Universidade Federal de Pernambuco - UFPE
e Universidade Federal de Campina Grande - UFCG vão
conduzir pesquisas na Fazenda Tamanduá para estudar a
ecologia e regeneração da caatinga. A pesquisa é parte de
um amplo projeto da Rede de Pesquisa Colaborativa (Collaborative
Research Network-CRN) chamada “TROPI-DRY” (Tropical Dry
Forests – Florestas Tropicais Secas). A rede TROPI-DRY
incorpora pesquisadores do Canadá, Estados Unidos, México,
Cuba, Costa Rica, Venezuela e Brasil, que trabalharão em
ecossistemas florestais tropicais deciduais localizados
nestes 5 últimos países durante os próximos 5 anos. No
Brasil serão estudadas duas áreas, uma no norte de Minas
Gerais e a outra na Fazenda Tamanduá,
no município de Santa Terezinha - PB. |
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Será
realizado um esforço contínuo
e sistemático para entender, integrar e comparar
informações sobre florestas tropicais secas nas Américas
em 3 níveis básicos: |
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1 |
no
contexto da ecologia e biologia da conservação;
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2 |
no
contexto do uso da terra e mudanças na cobertura vegetal
ocorrendo nestes ecossistemas que têm sido intensamente
ocupados; |
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3 |
no
contexto do desenvolvimento de políticas locais e
nacionais que possam contribuir para a conservação destes
ecossistemas. |
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Outra
contribuição importante virá através da informação sobre
localização, extensão e estado das áreas florestais que as
ameaças à biodiversidade nas fronteiras de desmatamento podem
ser identificadas, para posterior avaliação e implementação de
soluções para este problema. Desta forma, o desafio é criar um
arcabouço científico capaz de facilitar a manutenção da
“saúde” dos ecossistemas e, simultaneamente, reconhecer e
melhorar a qualidade de vida humana nas regiões ondem ocorrem
florestas secas nas Américas
Na
Fazenda Tamanduá, foram selecionadas quatro áreas com
vegetação em diferentes estágios de regeneração onde foram
demarcadas 12 parcelas, com 1800 m2 cada parcela.
As parcelas incluem desde áreas de pastagem, passando por
áreas de caatinga com cerca de oito a 10 anos de regeneração,
depois outras áreas de caatinga com cerca de vinte anos de
idade e, por último, uma área de caatinga preservada com mais
de 50 anos de idade.
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Participantes e colaboradores do Projeto Tropi-Dry em plena atividade na Fazenda Tamanduá-PB. Da
esquerda para direita: Prof. Jacob Souto, Patrícia
Moura, Prof. Everardo Sampaio, Joab Araújo, Awesley,
Karina e Profa. Patrícia Souto. |
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Nestas áreas,
estão sendo realizadas diversas atividades para a melhor
compreensão dos processos ecológicos de regeneração da
caatinga. Em primeiro lugar, está sendo realizado o
levantamento fitossociológico das áreas para caracterizar a
evolução da diversidade de espécies vegetais e estrutura da
caatinga ao longo dos estágios sucessionais. Nessas mesmas
áreas estão sendo realizados também estudos para avaliação
tanto da biologia do solo, quanto da ciclagem de nutrientes,
carbono e água.
É importante destacar que estudos dessa natureza geralmente
enfrentam grande dificuldade para encontrar áreas preservadas
de caatinga que possibilitem a condução das pesquisas.
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Outros colaboradores do Projeto Tropi-Dry nas
áreas de caatinga na Fazenda Tamanduá-PB. Da
esquerda para direita: Francisco, Awesley, Karina,
Rhimon, Patrícia, Joab e Leonardo. |
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Entretanto, graças ao apoio da Fazenda Tamanduá, na pessoa
do seu proprietário, o Dr. Pierre Landolt
e, em paralelo, ao esforço que a Fazenda empreende na
preservação de suas reservas, foi possível encontrar áreas
adequadas que irão viabilizar os trabalhos.
Com a
realização da pesquisa serão gerados conhecimentos que
auxiliarão no direcionamento de ações conservacionistas
que procuram o desenvolvimento sustentável dos
ecossistemas naturais e também dos agroecossistemas na
região semi-árida.
Além
disso, a realização da pesquisa vai também contribuir para
a capacitação de recursos humanos para pesquisa em
caatinga, pois possibilitará aos alunos de pós-graduação
da Universidade Federal de Pernambuco e da Universidade
Federal de Campina Grande conduzir dissertações de
mestrado e teses de doutorado no âmbito do projeto.
Na
Tabela 1, são apresentados os participantes do projeto
envolvidos até o presente momento nas atividades da
Fazenda Tamanduá. |
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Tabela1
-
Professores e alunos envolvidos nas atividades do Projeto
Tropi-Dry na região Nordeste do Brasil. |
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Participantes |
Instituição |
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Rômulo S.C.Menezes |
Coordenador |
Professor Dr.-UFPE |
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Jacob
Silva Souto |
Co-Coordenador |
Professor Dr.-UFCG |
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Everardo V.S.B.Sampaio |
Pesquisador |
Professor Dr.-UFPE |
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Patrícia
Carneiro
Souto |
Pesquisadora |
Professora Dra.-UFCG |
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Karina Guedes |
Estudante |
Doutoranda-
UFCG |
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Patrícia Maia de Moura |
Estudante |
Doutoranda-UFPE |
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Leonardo Queiroz |
Estudante |
Mestrando-UFPE |
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Joab
Medeiros Araújo |
Estudante |
Graduando-
UFCG |
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Mais uma soltura de
pássaros pelo IBAMA na Fazenda Tamanduá |
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Os fiscais do IBAMA, acompanhados pela Polícia Militar
Florestal do Estado da Paraíba, continuam a incessante
repressão aos traficantes e detentores de animais
selvagens no Estado.
Sabendo que a Fazenda Tamanduá apresenta-se como um
santuário para fauna na região, estes vem freqüentemente
efetuar solturas.
Foi o caso recentemente. Foram soltos xexeús, galos de
campina, tapacús e canários que reencontraram a liberdade
com felicidade e o foram acolhidos pelos amiguinhos, muito
excitados.
As gaiolas apreendidas, foram também destruídas
no
local.
A caça aos detentores de pássaros e animais continua !
Cuidado ! |
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