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VACINAÇÃO DO REBANHO DA FAZENDA TAMANDUÁ |
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Mesmo em
sistemas orgânicos de produção, a vacinação é uma ferramenta
indispensável para o sucesso da atividade pecuária, pois
reduz o risco de aparecimento de doenças nos animais e
conseqüente diminuição na utilização de medicamentos.
Esse tipo de procedimento não oferece risco de contaminação
aos produtos (carne e/ou leite), uma vez que, induz no
indivíduo apenas uma resposta imunológica. Seguindo essa
linha, a Fazenda Tamanduá tem nas vacinas um forte aliado
para garantir a sanidade dos seus animais e adotou assim o
seu calendário de vacinação: |
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Vacinação contra febre aftosa |
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Vacina |
Período |
Categoria |
Intervalos |
Observações |
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Anti-rábica |
Janeiro
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Animais a
partir de 3 meses |
Anual |
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Febre
Aftosa |
Abril e
Outubro |
Animais de
todas as idades |
Semestral |
Em
concordância com o Programa Estadual |
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Brucelose |
Todo o ano |
Bezerras
entre 3 e 8 meses de idade |
Única
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Em
concordância com o PNCEBT |
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Clostridioses (Carbúnculo Sintomático, Enterotoxemia etc) |
Todo o ano |
Bezerros
com idade de 30 a 60 dias |
Única
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Complexo
Respiratório Bovino |
Todo o ano |
Bezerros
com idade de 30 a 60 dias e fêmeas prenhes no 8º. mês de
estação |
Única |
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Diarréia
Neonatal e mastite ambiental |
Todo o ano |
Vacas e
novilhas prenhes no último mês de gestação |
Única
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Imuniza as
cria por meio do colostro |
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O ano
começa com a vacinação anti-rábica do rebanho, vacinando-se
animais a partir de 3 meses de idade. Os animais
primo-vacinados recebem uma segunda dose 21 dias após a
aplicação da primeira, com o intuito de aumentar sua
resposta imunológica. Nos meses de Abril e Outubro,
realizamos a vacinação contra Febre Aftosa, de acordo com o
calendário oficial do Programa de erradicação do governo do
Estado. |
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O mesmo
acontece no caso da vacina contra brucelose, pois mesmo a
fazenda tendo um baixo risco de apresentar a enfermidade,
fêmeas com idade entre 3 e 8 meses recebem vacina, seguindo
as exigências do Programa Nacional de Controle e Erradicação
da Brucelose e Tuberculose (PNCBT) do Ministério da
Agricultura.
Além disso, a Fazenda Tamanduá equipou seu Laboratório com o
material necessário para realização de exames de Brucelose
(Aglutinação em placa) e Tuberculose (Tuberculinização) de
seus animais, com aprovação do órgão oficial.
Dessa maneira, estamos aptos a iniciar o caminho que nos
levará a Certificação de Área Livre de Brucelose e
Tuberculose. |
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Realização de exame de Brucelose no Laboratório da
Fazenda Tamanduá aprovado pelo MAPA |
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Tuberculinização
das fêmeas |
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A fêmea
prenhe recebe as vacina contra diarréia neonatal e contra
CRB (Complexo Respiratório Bovino), com o intuito de
conferir imunidade passiva a sua cria, através da ingestão
do colostro.
O
bezerro, por volta dos 30-60 dias de idade, recebe uma outra
dose da vacina contra CRB. Nessa ocasião realizamos a
vacinação contra as clostridioses, também em duas doses para
uma perfeita indução de imunidade aos animais.
Somente
com a adoção da vacinação torna-se possível implantar uma
pecuária orgânica sólida, com segurança e de qualidade.
E esse é o compromisso da Fazenda Tamanduá. |
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VISITA
DA
EMBRAPA |
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A Fazenda
Tamanduá recebeu no mês de abril a visita de um grupo de 3
pesquisadores da EMBRAPA, Embrapa Algodão de Campina Grande, PB,
formado por Cristina Schetino, entomologista, Raul Porfírio,
entomologista, e Gilvan Barbosa, especialista em manejo de solo e
nutrição de plantas, além do entomologista francês do CIRAD, Pierre
Silvie.
O tema desta missão era de estudar a “Viabilização do cultivo
orgânico de algodoeiro no semi-árido nordestino”, principalmente
destinado aos pequenos produtores trabalhando numa economia
familiar. |
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A Fazenda
Tamanduá efetuou estes 3 últimos anos um teste de um hectare com o
algodão colorido marrom BR 200, arbóreo, lançado pela EMBRAPA e
bastante difundido na nossa região do sertão das Espinharas. O
objetivo da comitiva era de conhecer in loco as técnicas orgânicas
praticadas no plantio deste algodão, avaliando a incidência de
insetos na lavoura, e principalmente do bicudo (Anthonomus
grandis) que foi um dos responsáveis da disparição do cultivo do
“ouro branco” no sertão a partir de 1984. Este fator desencadeou um
emprobecimento de todos os agricultores do semi-árido que tinham com
o algodão um “cash crop” seguro que garantia forragem nos meses mais
secos graças as suas folhas e a torta, cedida a preço baixo para os
produtores, fonte de proteína excepcional para alimentação dos
animais de renda. |
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Raul
Porfírio, Gilvan Barbosa, Cristina Schetino, Pierre
Silvie. |
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Foi estudado
também o trabalho de compostagem realizado na Fazenda. O composto
aplicado em fundação e superfície garante uma nutrição da planta
mais equilibrada e permite portanto uma melhor resistência as
pragas. Finalmente a planilha dos custos elaborada na Fazenda foi
analizada; ela comprova que a falta de mecanização nos tratos
culturais e colheitas no Nordeste provoca um alto uso da mão de
obra, inviabilizando assim a cultura do algodão para empresas
estruturadas, destinando esta para pequenos produtores trabalhando
principalmente em família.
Nesta ocasião
recebemos algumas sementes da variedade BSR Rubi, algodão herbáceo,
anual, com pluma avermelhada e com um percentual de fibra branca que
não ultrapassa 3%. Será testado com carinho. |
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Fazenda
Tamanduá
Caixa Postal 65 - Patos / Paraíba - CEP 58700-970 - Brasil
Tel.(83)3422-7070
Fax(83)3422-7071 |
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