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Maio
2005

Vacinação do Rebanho da FT - Visita da Embrapa


VACINAÇÃO DO REBANHO DA FAZENDA TAMANDUÁ

Mesmo em sistemas orgânicos de produção, a vacinação é uma ferramenta indispensável para o sucesso da atividade pecuária, pois reduz o risco de aparecimento de doenças nos animais e conseqüente diminuição na utilização de medicamentos.

Esse tipo de procedimento não oferece risco de contaminação aos produtos (carne e/ou leite), uma vez que, induz no indivíduo apenas uma resposta imunológica. Seguindo essa linha, a Fazenda Tamanduá tem nas vacinas um forte aliado para garantir a sanidade dos seus animais e adotou assim o seu calendário de vacinação:

Vacinação contra febre aftosa

 

Vacina

Período

Categoria

Intervalos

Observações

Anti-rábica

Janeiro

Animais a partir de 3 meses

Anual

 

Febre Aftosa

Abril e Outubro

Animais de todas as idades

Semestral

Em concordância com o Programa Estadual

Brucelose

Todo o ano

Bezerras entre 3 e 8  meses de idade

Única

Em concordância com o PNCEBT

Clostridioses (Carbúnculo Sintomático, Enterotoxemia etc)

Todo o ano

Bezerros com idade de 30 a 60 dias

Única

 

Complexo Respiratório Bovino

Todo o ano

Bezerros com idade de 30 a 60 dias e fêmeas prenhes no 8º. mês de estação

Única

 

Diarréia Neonatal e mastite ambiental

Todo o ano

Vacas e novilhas prenhes no último mês de gestação

Única

Imuniza as cria por meio do colostro

 
O ano começa com a vacinação anti-rábica do rebanho, vacinando-se animais a partir de 3 meses de idade. Os animais primo-vacinados recebem uma segunda dose 21 dias após a aplicação da primeira, com o intuito de aumentar sua resposta imunológica. Nos meses de Abril e Outubro, realizamos a vacinação contra Febre Aftosa, de acordo com o calendário oficial do Programa de erradicação do governo do Estado.
 

O mesmo acontece no caso da vacina contra brucelose, pois mesmo a fazenda tendo um baixo risco de apresentar a enfermidade, fêmeas com idade entre 3 e 8 meses recebem vacina, seguindo as exigências do Programa Nacional de Controle e Erradicação da Brucelose e Tuberculose (PNCBT) do Ministério da Agricultura.

Além disso, a Fazenda Tamanduá equipou seu Laboratório com o material necessário para realização de exames de Brucelose (Aglutinação em placa) e Tuberculose (Tuberculinização) de seus animais, com aprovação do órgão oficial.

Dessa maneira, estamos aptos a iniciar o caminho que nos levará a Certificação de Área Livre de Brucelose e Tuberculose.

Realização de exame de Brucelose no Laboratório da Fazenda Tamanduá aprovado pelo MAPA

 

















Tuberculinização
das fêmeas

A fêmea prenhe recebe as vacina contra diarréia neonatal e contra CRB (Complexo Respiratório Bovino), com o intuito de conferir imunidade passiva a sua cria, através da ingestão do colostro.

O bezerro, por volta dos 30-60 dias de idade, recebe uma outra dose da vacina contra CRB. Nessa ocasião realizamos a vacinação contra as clostridioses, também em duas doses para uma perfeita indução de imunidade aos animais.

Somente com a adoção da vacinação torna-se possível implantar uma pecuária orgânica sólida, com segurança e de qualidade.
E esse é o compromisso da Fazenda Tamanduá.

 


VISITA DA EMBRAPA

 

A Fazenda Tamanduá recebeu no mês de abril a visita de um grupo de 3 pesquisadores da EMBRAPA, Embrapa Algodão de Campina Grande, PB, formado por Cristina Schetino, entomologista, Raul Porfírio, entomologista, e Gilvan Barbosa, especialista em manejo de solo e nutrição de plantas, além do entomologista francês do CIRAD, Pierre Silvie.

O tema desta missão era de estudar a “Viabilização do cultivo orgânico de algodoeiro no semi-árido nordestino”, principalmente destinado aos pequenos produtores trabalhando numa economia familiar.

 

A Fazenda Tamanduá efetuou estes 3 últimos anos um teste de um hectare com o algodão colorido marrom BR 200, arbóreo, lançado pela EMBRAPA e bastante difundido na nossa região do sertão das Espinharas. O objetivo da comitiva era de conhecer in loco as técnicas orgânicas praticadas no plantio deste algodão, avaliando a incidência de insetos na lavoura, e principalmente do bicudo (Anthonomus grandis) que foi um dos responsáveis da disparição do cultivo do “ouro branco” no sertão a partir de 1984. Este fator desencadeou um emprobecimento de todos os agricultores do semi-árido que tinham com o algodão um “cash crop” seguro que garantia forragem nos meses mais secos graças as suas folhas e a torta, cedida a preço baixo para os produtores, fonte de proteína excepcional para alimentação dos animais de renda.

Raul Porfírio, Gilvan Barbosa,  Cristina Schetino, Pierre Silvie.

 

Foi estudado também o trabalho de compostagem realizado na Fazenda. O composto aplicado em fundação e superfície garante uma nutrição da planta mais equilibrada e permite portanto uma melhor resistência as pragas. Finalmente a planilha dos custos elaborada na Fazenda foi analizada; ela comprova que a falta de mecanização nos tratos culturais e colheitas no Nordeste provoca um alto uso da mão de obra, inviabilizando assim a cultura do algodão para empresas estruturadas, destinando esta para pequenos produtores trabalhando principalmente em família.

Nesta ocasião recebemos algumas sementes da variedade BSR Rubi, algodão herbáceo, anual, com pluma avermelhada e com um percentual de fibra branca que não ultrapassa 3%. Será testado com carinho.

 

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