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Em 1977, na hora da nossa chegada no sertão paraibano, Severino já
morava na Fazenda Tamanduá. Para a felicidade de todos, ele
resolveu ficar.
Ele começou trabalhando perto da sede, cuidando da irrigação do
sítio com o catavento, e graças a esta grande proximidade, contava
ao gringo recém chegado as histórias da terra dele, iniciação
importante, transmissão verbal de um saber capital para melhor
entender e atuar.
Depois, Severino foi para o curral, cuidar das vacas leiteiras
pardas suíças e se tornar um verdadeiro vaqueiro nordestino
Ele participou da implantação da inseminação artificial, uma
pequena revolução que deu um impulso imenso a qualidade do nosso
gado, que até então beneficiava somente dos serviços de Guará, um
velho touro schwyz que aparentemente tinha sofrido um pouco da
febre aftosa !
Em 1979 Severino chegou a viajar para o Recife afim de recepcionar
9 novilhas prenhas e um touro puro adquiridos na Suíça e que
ajudaram também a formar a semente da elite do rebanho da Fazenda
Tamanduá.
Com Severino chegamos a rodar nas exposições de gado, Patos, mas
principalmente as famosas do Rio Grande do Norte como a de Eduardo
Gomes (hoje Parnamirim) ou Recife, onde deu para se medir e
comparar nas pistas com os mais tradicionais criadores da época.
Não eramos os piores, e de longe !
Graças ao seu conhecimento do rebanho e uma observação séria,
Severino assumiu a grande responsabilidade de observar os cios, no
curral ou no campo, trazendo vacas e novilhas para o curral afim
de serem inseminadas. |