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Arraia da Tamanduá / 2009 |
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O Arraiá da Tamanduá, esta a cada ano maior e melhor,
graças ao grande apoio de Pierre Landolt, que
proporciona e incentiva essa linda festa, esse ano por
motivos maiores não pode esta presente no ultimo dia da
quadrilha.
Os ensaios deram inicio dia 25 de julho foram dez
ensaios oito na quadra do Grupo Escolar Municipal da
Fazenda Tamanduá e os dois últimos no terreiro do Museu.
Crianças e adolescentes entre três e quinze anos,
formaram
16 pares.
A festa deu inicio por volta das 20:00 horas, Maria
Elaine fez a abertura da festa apresentando uma dança
Indiana, foi uma surpresa para todos, muito aplaudida!
E logo após começou o arraia, num clima maravilhoso que
o museu nos proporciona.
Entre os matutos tiveram os destaques que foram Ana
Paula e Vinícius (noiva/noivo), Nayara e Márcio
(princesa/príncipe), Erika e Gabriel (rainha/rei),
Amanda e Raí (rainha/rei do milho), Clara e João Pedro
(Maria Bonita/Lampião) Raiane e João Paulo (cowgirl/cowboy),
Natália e Lucas (cigana/cigano). |
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Ana Paula e Vinícius (noiva/noivo) |
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Amanda e Raí (rainha/rei do milho) |
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Após a quadrilha teve mais uma apresentação, do Grupo de
Xaxado Filhos do Sertão que é de Patos, e que tem como
coreógrafo e figurinista, Flavio Lucena, que é o
coreógrafo da quadrilha desde o ano passado.
O público presente formado por pessoas da Fazenda, das
comunidades vizinhas e de Patos,
assistiam atentamente as apresentações.
Um júri formado por Ana, Joatan e Junior atribuiu quatro
troféus;
ao casal mais animado que foi Nayara e Márcio (princesa/príncipe)
um pra dama mais animada que foi Livia (matuta) e ao
cavaleiro mais animado que foi João Pedro (Lampião).
Além dos troféus todas as criançãs que dançaram entre
outras ganharão presentes e bombons. |
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A quadrilha finalizou com um forrozinho pé de serra gostoso de
se dançar, tocado por duas Bandas que é formada por moradores da
Fazenda, Trio Tamanduá e Trio Tamanco de Mulher.
Quero aqui agradecer primeiramente a Deus, segundo a Pierre
Landolt, a George Alves, Flávio Lucena, Manoel Zacarias, Marcelo
Ferreira, Fábio, Ernane (Filmagem) e enfim a todos que
colaboraram direto e indiretamente para a realização do ARRAIA
DA TAMANDUÁ.
Janailda Gomes |
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A
batalha entre plantas e insetos na Caatinga |
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Com apoio do Instituto Fazenda Tamanduá, projeto estuda relações
importantes e inéditas para a Caatinga.
Por Cláudio Magalhães |
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Todos os anos o árido e
espinhoso ambiente da Caatinga, que castiga o sertanejo em suas épocas
mais secas, é rapidamente alterada por um processo que tem início no
primeiro sinal da estação das chuvas e transforma totalmente a paisagem.
Aquele ambiente, que antes era desfavorável à vida, agora passa a
oferecer abundância de recursos para que essa mesma vida apareça em
cores, formas e sons diferentes.
Apesar da disponibilidade
de folhas, frutos e flores, estes só são acessíveis por um breve
período, no qual os insetos devem cumprir o seu ciclo. Por isso, durante
a estação chuvosa, é difícil passar por uma árvore e não perceber que
várias folhas estão recortadas ou com pequenos pedaços faltando. |
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Em geral, esses pedaços
são retirados por insetos herbívoros, que utilizam este tecido
da planta para sua alimentação. Este processo, conhecido como
herbivoria, é bem estudado em outras regiões do planeta, porém
pouco se conhece sobre a sua extensão, seus efeitos e atores
envolvidos na Caatinga. Você pode achar que tudo isso acontece
de maneira muito simples, porém uma verdadeira batalha é travada
durante todo o processo. Para se alimentar, os insetos
herbívoros precisam sobrepor vários problemas e enfrentar muitos
perigos.
O primeiro destes
problemas que precisam ser superados são as barreiras físicas
presentes nas plantas. Estas defesas agem a um nível que pode
ser percebido por muitos de nós: os espinhos presentes nas
Juremas, tricomas (pequenos pêlos) presentes nas folhas e caule
da Malva e até mesmo as espículas urticantes presentes na
Faveleira são exemplos da tentativa das plantas de tornar mais
difícil a vida dos insetos, que, mesmo assim, conseguem driblar
essas barreiras físicas.
Uma vez contornado este
problema, outro se localiza na própria fonte de alimentação.
Embora apresentem uma aparente passividade, os vegetais possuem
outras estratégias para impedir a perda de sua área foliar,
produzindo defesas químicas que podem agir deixando o alimento
impalatável, causando disfunções digestivas ou até mesmo
causando a morte de quem os consome. Além disso, para um inseto,
a Caatinga pode ser um lugar muito perigoso, já que esses
animais ainda precisam se preocupar com outros insetos
predadores que vagam livremente e representam uma ameaça
constante. |
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Todos estes fatores são
diretamente afetados pelo estado de conservação da mata. Teoricamente,
se uma mata tem poucas espécies vegetais diferentes, os níveis de
herbivoria são mais altos, já que a baixa diversidade vegetal afeta
diretamente a diversidade de insetos predadores dos insetos herbívoros.
Já em áreas bem
preservadas, o número de diferentes espécies vegetais deveria ser maior,
o que possibilitaria uma maior diversidade de insetos predadores, que
controlariam o número de insetos herbívoros, diminuindo assim os níveis
de herbivoria. |
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Apesar desta teoria
aparentar ser muito simples e clara, a verdade é que pouco - ou
quase nada - se conhece sobre como os processos de interação
plantas-insetos-ambiente funcionam na Caatinga. Dados sobre os
níveis de herbivoria, fauna de insetos herbívoros e predadores
de vida livre, e composição das defesas químicas das árvores da
Caatinga são escassos, senão inexistentes. Tudo isso é reflexo
da pouca atenção que a comunidade científica tem dado, nos
últimos anos, a este que é o único bioma exclusivamente
brasileiro.
A fim de estudar estas
características para preencher esta lacuna científica e
compreender melhor o funcionamento do nosso bioma, o projeto “Biodiversidade
e interações multitróficas entre herbívoros e plantas em
ambientes sucessionais de Caatinga”, que está sendo
executado por Cláudio Magalhães sob a orientação da Dra.
Jarcilene Almeida-Cortez, propõe a abordagem integrada dos
níveis de herbivoria, composição das defesas químicas e
levantamento da fauna de insetos herbívoros e predadores na
Caatinga. |
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O projeto, que vai gerar
uma dissertação de mestrado, tem seis coletas previstas em dois anos e
está inserido na iniciativa internacional Tropi-dry para o estudo de
florestas tropicais secas. Sua execução só se tornou possível por meio
do fundamental apoio do Instituto Fazenda Tamanduá, que viabilizou o
mesmo cedendo e protegendo integralmente as áreas destinadas à pesquisa
e garantindo logística, transporte e acomodação para a equipe de
pesquisadores. |
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