Outubro  09

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Arraia da Tamanduá / 2009

 

O Arraiá da Tamanduá, esta a cada ano maior e melhor, graças ao grande apoio de Pierre Landolt, que proporciona e incentiva essa linda festa, esse ano por motivos maiores não pode esta presente no ultimo dia da quadrilha.

Os ensaios deram inicio dia 25 de julho foram dez ensaios oito na quadra do Grupo Escolar Municipal da Fazenda Tamanduá e os dois últimos no terreiro do Museu. Crianças e adolescentes entre três e quinze anos, formaram 16 pares.

A festa deu inicio por volta das 20:00 horas, Maria Elaine fez a abertura da festa apresentando uma dança Indiana, foi uma surpresa para todos, muito aplaudida!

E logo após começou o arraia, num clima maravilhoso que o museu nos proporciona.

Entre os matutos tiveram os destaques que foram Ana Paula e Vinícius (noiva/noivo), Nayara e Márcio (princesa/príncipe), Erika e Gabriel (rainha/rei), Amanda e Raí (rainha/rei do milho), Clara e João Pedro (Maria Bonita/Lampião) Raiane e João Paulo (cowgirl/cowboy), Natália e Lucas (cigana/cigano).

 

Ana Paula e Vinícius (noiva/noivo)

 

Amanda e Raí (rainha/rei do milho)

 

Após a quadrilha teve mais uma apresentação, do Grupo de Xaxado Filhos do Sertão que é de Patos, e que tem como coreógrafo e figurinista, Flavio Lucena, que é o coreógrafo da quadrilha desde o ano passado.

O  público presente formado por pessoas da Fazenda, das comunidades vizinhas e de Patos, assistiam atentamente as apresentações.

Um júri formado por Ana, Joatan e Junior atribuiu quatro troféus; ao casal mais animado que foi Nayara e Márcio (princesa/príncipe) um pra dama mais animada que foi Livia (matuta) e ao cavaleiro mais animado que foi João Pedro (Lampião).

Além dos troféus todas as criançãs que dançaram entre outras ganharão presentes e bombons.

 

A quadrilha finalizou com um forrozinho pé de serra gostoso de se dançar, tocado por duas Bandas que é formada por moradores da Fazenda, Trio Tamanduá e Trio Tamanco de Mulher.

Quero aqui agradecer primeiramente a Deus, segundo a Pierre Landolt, a George Alves, Flávio Lucena, Manoel Zacarias, Marcelo Ferreira, Fábio, Ernane (Filmagem) e enfim a todos que colaboraram direto e indiretamente para a realização do ARRAIA DA TAMANDUÁ.

Janailda Gomes


A batalha entre plantas e insetos na Caatinga

Com apoio do Instituto Fazenda Tamanduá, projeto estuda relações importantes e inéditas para a Caatinga.
Por Cláudio Magalhães

 

Todos os anos o árido e espinhoso ambiente da Caatinga, que castiga o sertanejo em suas épocas mais secas, é rapidamente alterada por um processo que tem início no primeiro sinal da estação das chuvas e transforma totalmente a paisagem. Aquele ambiente, que antes era desfavorável à vida, agora passa a oferecer abundância de recursos para que essa mesma vida apareça em cores, formas e sons diferentes.

Apesar da disponibilidade de folhas, frutos e flores, estes só são acessíveis por um breve período, no qual os insetos devem cumprir o seu ciclo. Por isso, durante a estação chuvosa, é difícil passar por uma árvore e não perceber que várias folhas estão recortadas ou com pequenos pedaços faltando.

 

Em geral, esses pedaços são retirados por insetos herbívoros, que utilizam este tecido da planta para sua alimentação. Este processo, conhecido como herbivoria, é bem estudado em outras regiões do planeta, porém pouco se conhece sobre a sua extensão, seus efeitos e atores envolvidos na Caatinga. Você pode achar que tudo isso acontece de maneira muito simples, porém uma verdadeira batalha é travada durante todo o processo. Para se alimentar, os insetos herbívoros precisam sobrepor vários problemas e enfrentar muitos perigos.

O primeiro destes problemas que precisam ser superados são as barreiras físicas presentes nas plantas. Estas defesas agem a um nível que pode ser percebido por muitos de nós: os espinhos presentes nas Juremas, tricomas (pequenos pêlos) presentes nas folhas e caule da Malva e até mesmo as espículas urticantes presentes na Faveleira são exemplos da tentativa das plantas de tornar mais difícil a vida dos insetos, que, mesmo assim, conseguem driblar essas barreiras físicas.

Uma vez contornado este problema, outro se localiza na própria fonte de alimentação. Embora apresentem uma aparente passividade, os vegetais possuem outras estratégias para impedir a perda de sua área foliar, produzindo defesas químicas que podem agir deixando o alimento impalatável, causando disfunções digestivas ou até mesmo causando a morte de quem os consome. Além disso, para um inseto, a Caatinga pode ser um lugar muito perigoso, já que esses animais ainda precisam se preocupar com outros insetos predadores que vagam livremente e representam uma ameaça constante.

 

Todos estes fatores são diretamente afetados pelo estado de conservação da mata. Teoricamente, se uma mata tem poucas espécies vegetais diferentes, os níveis de herbivoria são mais altos, já que a baixa diversidade vegetal afeta diretamente a diversidade de insetos predadores dos insetos herbívoros.  

Já em áreas bem preservadas, o número de diferentes espécies vegetais deveria ser maior, o que possibilitaria uma maior diversidade de insetos predadores, que controlariam o número de insetos herbívoros, diminuindo assim os níveis de herbivoria.

 

Apesar desta teoria aparentar ser muito simples e clara, a verdade é que pouco - ou quase nada - se conhece sobre como os processos de interação plantas-insetos-ambiente funcionam na Caatinga. Dados sobre os níveis de herbivoria, fauna de insetos herbívoros e predadores de vida livre, e composição das defesas químicas das árvores da Caatinga são escassos, senão inexistentes. Tudo isso é reflexo da pouca atenção que a comunidade científica tem dado, nos últimos anos, a este que é o único bioma exclusivamente brasileiro.

A fim de estudar estas características para preencher esta lacuna científica e compreender melhor o funcionamento do nosso bioma, o projeto “Biodiversidade e interações multitróficas entre herbívoros e plantas em ambientes sucessionais de Caatinga”, que está sendo executado por Cláudio Magalhães sob a orientação da Dra. Jarcilene Almeida-Cortez, propõe a abordagem integrada dos níveis de herbivoria, composição das defesas químicas e levantamento da fauna de insetos herbívoros e predadores na Caatinga.    

 
O projeto, que vai gerar uma dissertação de mestrado, tem seis coletas previstas em dois anos e está inserido na iniciativa internacional Tropi-dry para o estudo de florestas tropicais secas. Sua execução só se tornou possível por meio do fundamental apoio do Instituto Fazenda Tamanduá, que viabilizou o mesmo cedendo e protegendo integralmente as áreas destinadas à pesquisa e garantindo logística, transporte e acomodação para a equipe de pesquisadores.  

 

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