A preservação do frágil meio-ambiente do sertão nordestino, protegendo e estudando a rica biodiversidade da caatinga, fauna e flora, lutando contra a erosão e desertificação, bem como cuidando da manutenção das espécies nativas, sempre foi marca registrada da Fazenda Tamanduá.

O equilíbrio entre a atividade econômica, a preservação da natureza e uma paisagem equilibrada e bonita foi uma das nossas metas desde o inicio da implantação das atividades agropastoris da Fazenda.

Em conseqüência disto, a Mocó Agropecuária Ltda. criou em 1998 a primeira Reserva Natural do Patrimônio Natural (RPPN) do alto sertão. Nesta Reserva vários estudos foram realizados, gerando publicações.

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Em 1999, o primeiro trabalho foi o levantamento das "Aves da Fazenda Tamanduá", efetuado pela Dra. Maria de Lyra Neves e o Dr. Wallace Rodrigues Telino Júnior. Este inventário cataloga 146 espécies de 43 famílias de aves das quais 12 são consideradas endêmicas no Brasil. A avifauna do sertão é muito mais rica do que se pensa !

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Em 2000, foi efetuado um "Levantamento Fitossociológico" da RPPN, pelo Eng° Florestal Lúcio Valério Coutinho de Araújo. Foram identificadas 16 famílias botânicas e 25 espécies de indivíduos.

Em 2001 o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Renováveis, IBAMA, certificou a Fazenda Tamanduá como Criadora de Espécies da Fauna Silvestre Brasileira para fins conservacionistas.

A Fazenda Tamanduá cria o mocó (kerodon rupestris da familia dos cavídeos) em cativeiro para posteriormente devolvê-lo ao seu ambiente natural, repovoando assim algumas áreas tradicionais do seu hábitat graças a esta reintrodução. De fato o mocó, pequeno roedor nativo, típico das regiões rochosas do semi-árido, foi dizimado na região, resultado de uma caça intensiva por causa da fama de se tratar de uma carne "forte" e mesmo afrodisíaca, bem como, antigamente, o uso do seu estômago como coalho para a produção de queijos.

A caça é proibida e fiscalizada rigorosamente na Fazenda. Graças a esta medida reapareceram na região o veado, o gato mirim, o gato azul e até a onça de bode. As raposas, os saguis, os tatus e os guarás fazem parte do dia a dia da fazenda. Da mesma maneira, a codorna, a asa-branca, pássaro emblemático do Nordeste, a arribaçã e o juriti, antigamente quase extintos são freqüentemente vistos e ouvidos no mato, bem como os pato de crista, o irêre e o jaçanã nos açudes. O lendário acauã, que se diz chamar a seca, voltou a emitir o seu canto angustiante.

A Fazenda Tamanduá se tornou, assim, um refúgio, um santuário para a fauna silvestre e tanto o IBAMA, como a Policia Estadual e Federal, ou mesmo o Corpo dos Bombeiros de Patos, soltam mamíferos e pássaros apreendidos em blitz nas feiras e lojas da região. A Fazenda dispõe de uma pequena estrutura que permite de tratar os animais mais fracos ou feridos antes de reintroduzir-los no seu biótipo sob o acompanhamento de um médico veterinário.

Depoimento de Pierre Landolt, proprietário da 
Fazenda Tamanduá, na publicação
AVES DA FAZENDA TAMANDUÁ

Apesar de ter nascido numa metrópole, sempre fui criado em estreito contato com a natureza, desenvolvendo por ela um amor e um respeito imenso. Esta sensibilidade é uma herança que vem da minha família.

A fascinação pela natureza fez do meu avô Edouard Marcel Sandoz, um dos grandes escultores do século passado, especializar-se na representação da vida animal, trabalhando todos os materiais naturais possíveis, da madeira ao granito, das pedras preciosas ao mármore, e do âmbar aos cristais.

O meu tio-avô chegou a criar a "Réserve de la Pierreuse" nos Alpes suíços que até hoje é uma área de proteção ambiental para toda a fauna e flora daquela região, respeitada e reconhecida.

Quando, vinte e quatro anos atrás, cheguei na Fazenda Tamanduá, no coraçâo do sertão paraibano, fiquei muito alegre de descobrir uma imponente área, que até então não tinha sida tocada.

Por razões misteriosas, nem o longo ciclo do ouro branco, nem as necessidades da tradicional criaçâo extensiva de gado, tinham levado os sucessivos proprietários desta terra a desmatar esta gleba, imponente e rica, a "manga do Paulo Mendes".

Árvores frondosas dominando uma caatinga virgem e densa, escondiam nas suas entranhas uma importante fauna de mamíferos, aves e insetos, nascendo e morrendo no decorrer dos duros ciclos das estações sertanejas.

A minha primeira providência foi de proibir a caça e toda a extraçâo de madeira. A resposta nâo demorou; logo vimos reaparecer o veado, o tatu, o guaxinim, o gato maracajá, os gatos azuis e vermelhos, enquanto raposas e saguins se multiplicavam em paz.

As aves não ficaram atrás e a Fazenda toda foi agraciada pelos vôos, cantos e cores de uma multidão de pássaros, na beira dos açudes bem como dentro deles, no curral do gado, no sitio de fruteiras, nas casas e nas oficinas.

Graças aos excelentes contatos, as preciosas orientações, e ao apoio dos representantes do IBAMA no Estado da Paraíba, resolvi transformar esta "manga do Paulo Mendes" em Reserva Particular do Patrimônio Natural, RPPN, nos termos da lei.

Hoje, isso se tornou uma realidade, e esta área tombada de 325 ha se soma aos 614 ha das reservas legais da Fazenda Tamanduá para formar um dos mais amplos santuários do alto sertão nordestino.

Pierre Landolt

Pierre Landolt, proprietário da Fazenda Tamanduá, é também o fundador do Banco AXIAL, hoje AXIALPAR Ltda., primeiro organismo financeiro do Brasil a se dedicar exclusivamente a promoção e investimento em atividades garantindo o desenvolvimento sustentável. Clique aqui para conhecer o AXIALPAR Ltda.

Fazendas orgânicas ajudam a biodiversdidade

Os sistemas de produção orgânica não degradam e não contaminam o solo, não poluem a água, preservam a fauna e a flora, não comprometendo o delicado equilíbrio ecológico das reservas naturais de biodiversidade.

Juazeiro
(Ziziphus joazeiro Mart.)

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