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No inicio do ano de 2001, a
produção leiteira e os queijos da Fazenda Tamanduá foram
pioneiramente certificados pelo IBD.
O leite é produzido por
vacas de raça Parda Suíça, quase todas registradas, cuja
rusticidade é lendária e particularmente bem aclimatada ao sertão.
Desde os anos 70 uma rígida seleção se faz, afim de manter estas
características.
Inteiramente processado na
queijeira da fazenda Tamanduá, o leite rende uma média mensal de
2.500 quilos de queijos orgânicos certificados.
Quatro tipos de queijo são
fabricados na Fazenda Tamanduá :
três de origem européia,
o Saint Paulin, o Reblochon e a Ricota, e
um nordestino o Queijo de
Coalho.
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Ao contrário dos dois
queijos frescos, o Saint Paulin e o Reblochon, são maturados por um
tempo que varia entre 20 a 30 dias em câmaras especiais, cuja
temperatura e higrometria são controladas, sendo escovados e
revirados diariamente, antes de serem vendidos.
As instalações são
fiscalizadas pelo Serviço de Inspeção Federal, SIF, do Ministério
da Agricultura sob o n° 1312, que permite a Moco Agropecuária de
comercializar os seus produtos em todo o território nacional.
Um veterinário trabalhando
em tempo integral é responsável de toda a cadeia produtiva do
leite, desde a monta ou inseminação, o arraçoamento do gado, a
ordenha e o processamento até a venda do queijo, garantindo tanto
um perfeito estado de saúde do rebanho como o higiene e a perfeita
qualidade dos produtos. |
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Queijos
Saint Paulin e Reblochon |
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A Ricota é o novo queijo
cuja produção foi aprovado tanto pelo SIF como pelo IBD. Originaria da região
mediterrânea e do sul da Itália, a Ricota é um produto suave e
cremoso, com uma textura delicada e agradável, de gosto neutro
podendo ser misturado com alimentos doces ou salgados.
Produto fresco de alto
valor nutritivo, de elevada digestibilidade a Ricota pode ser mais
tolerável por pessoas que não gostam de leite e recomendada nas
dietas alimentares e para diabéticos.
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Segundo a Portaria n° 146
de 07/03/96 do Ministério da Agricultura, a ricota pôde ser
classificada como um produto magro (10 a 25% de gordura e de alta
umidade (nunca inferior a 55%).
Obtida a partir do soro de
leite pela precipitação de proteínas por aquecimento e acidificação,
ela permite um aproveitamento do soro dos queijos produzidos na
fazenda.
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Queijo
RIcota |
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Típicamente
do sertão nordestino brasileiro, o Queijo de Coalho surgiu
com a necessidade dos viajantes, ao realizarem longas jornadas,
acondicionarem o leite nas mochilas (matulão) fabricadas a partir
do estômago de animais jovens. Com isso, observaram que o leite
coagulava, e que a massa era muito saborosa, dando origem ao
"Queijo de Coalho".
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Até
recentemente, estes queijos eram obtidos de leite cru e, quando
maturados, eram expostos ao sol e ao sereno da noite sertaneja.No
entanto, este produto pode ser processado de formas variadas, de
acordo com as microregiões nordestinas. O queijo de coalho da
Fazenda Tamanduá é fabricado com leite integral pasteurizado,
obtendo uma massa que é prensada, dessorada, salgada e consumida
fresca ou maturada ( de 3 a 5 dias).
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Queijo
de Coalho |
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Apresenta
crosta fina nos queijos frescais, espessa nos maturados e uma
consistência macia. Este queijo pode ser consumido cru acompanhando
doces ou geléias, bem como, assado na frigideira ou no espetinho.
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Mel
Orgânico |
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Em outubro de 2002 O IBD
certificou o processo de apicultura implantado na Fazenda Tamanduá.
As abelhas (Apis
mellifera) foram inicialmente obtidas a partir de enxames
migratórios capturados. Hoje, parte vem de divisão de famílias selecionadas já
existentes nos apiários da propriedade.
A cera alveolada ja é produzida a partir das nossas próprias
abelhas.
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Na Fazenda Tamanduá, a
pastagem apícola é rica. As floradas chegam em épocas diferentes
após o início das chuvas, oferecendo sempre a predominância de uma
ou algumas plantas durante o período chuvoso. Além de milhares de
leguminosas e gramíneas nativas, notamos principalmente as seguintes
espécies arbustivas cuja floração tem uma forte incidência sobre
a cor e o gosto do mel :
manga, jurema branca,
jurema preta, catingueira, angico, marmeleiro, juazeiro,
mufumbo, oiticica.
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Dez
apiários, comportando
10 colméias cada um, são localizados dentro da propriedade, perto
de reservatórios de água.
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O afastamento das divisas
externas garante que o néctar coletado pelas abelhas provém sempre
da vegetação interna da propriedade, livre de produtos químicos
desde 1998.
A rastreabilidade do
produto final é uma grande preocupação.
A Casa do Mel, bem como as
ferramentas utilizadas no processo de coleta, decantação, filtração
e envasamento foram aprovados pelo Serviço de Inspeção Federal,
SIF, do Ministério da Agricultura, sob o n° ER – 110, garantindo
uma comercialização no Brasil inteiro e para o exterior.
A comercialização é
feita em recipientes de vidro de 300 e 700 gramas.
Este setor esta orientado
por um engenheiro florestal, instrutor de Apicultura do SENAR/PB.
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Apis
mellifera
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